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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Seja para nós modelo o modo como Dom Bosco se comportou durante a epidemia de cólera de 1854

 


 Maria Bigazzi

Entre 1854 e 1855, na Itália, começa a se espalhar uma doença que levará à morte milhares de pessoas: a cólera.

Em 1854, também a cidade de Turim é atingida por esta doença. Dom Bosco tinha sido advertido antecipadamente por graça divina que logo se espalharia também em sua cidade e faria lá um grande estrago.

O santo preparou os rapazes do oratório dizendo-lhes: “Estejam tranqüilos: se fizerem o que lhes digo, serão salvos daquele flagelo. – O que devemos fazer? – lhe perguntaram os jovens. – Antes de tudo, viver na graça de Deus; levar no pescoço a medalha de Maria Santíssima que eu abençoarei e darei a cada um e a este fim recitar todos os dias um Pater, Ave e um Gloria com o Oremus de São Luiz e a jaculatória: Ab omni malo libera nos, Domine - .

Quando chegou a doença, começaram a morrer muitas pessoas. Nos primeiros dias da infecção, os que eram contaminados, morriam. Segundo as estimativas da época, a cada cem casos aconteciam em média sessenta mortes.

O povo vivia em um estado de angústia e desânimo. Cessava o comércio, as lojas foram fechadas, muitas pessoas fugiam por medo. Não se conhecia nenhum remédio para curar a doença.

Com o anúncio dos primeiros casos em Turim, o clero se mostrou logo pronto a ajudar às autoridades civis e a socorrer os doentes.

A própria Câmara Municipal, logo que viu a proximidade do início do flagelo, deu um esplêndido exemplo de piedade. Depois de ter adotado as medidas sanitárias necessárias, implorou o auxílio da Virgem Maria organizando uma celebração religiosa no Santuário de Maria Santíssima Consoladora.

Dom Bosco foi o primeiro a fazer o possível pelos doentes. Ele usou todos os meios possíveis de precaução, fez limpar o local, ajustar outros quartos, diminuir o número de leitos nos dormitórios e melhorar a alimentação, gastando muito para isso.

Mas, não ficou somente com as precauções terrenas. Ele bem sabia que a verdadeira ajuda não poderia vir a não ser de Deus.

Prostrado diante do altar rezava ao Senhor assim: “Meu Deus, atingi o pastor, mas poupai o terno rebanho”; e dirigindo-se à Virgem Maria acrescentava: “Maria, Vós sois mãe amorosa, e potente; preservai-me estes amados filhos, e no momento em que o Senhor quiser uma vítima entre nós, eis-me aqui pronto a morrer, quando e como a Ele agradar”.

No sábado 5 de agosto, festa de Nossa Senhora das Neves, Dom Bosco recolheu os recuperados em torno a si. Anunciando o surgimento do flagelo recomendava a todos sobriedade, temperança, tranqüilidade de espírito e coragem, e junto à confiança em Maria Santíssima, uma boa confissão e a santa Comunhão.

Com estas palavras instruiu aos seus rapazes, confiando-lhes a Deus por meio de Maria: “Causa da morte é sem dúvida o pecado. Se vocês todos estiverem na graça de Deus e não cometerem nenhum pecado mortal, eu asseguro a vocês que nenhum será tocado pela cólera; mas se alguém permanecesse obstinado inimigo de Deus, e, aquilo que é pior, ousasse ofendê-lo gravemente, daquele momento eu não poderei mais garantir nem para ele, nem para nenhum outro da Casa”.

Os jovens acolheram o convite de Dom Bosco e logo se aproximaram dos Sacramentos, levando a partir daquele dia uma conduta exemplar.

Todas as noites, muitos se aproximavam dele para expor suas próprias dúvidas ou manifestar as pequenas faltas que cometeram no dia, e Dom Bosco, como Pai amoroso, não deixava de escutar e confortá-los.

Ele, em primeiro lugar, assistia com heróica abnegação os contaminados.

Nenhum dos rapazes de Dom Bosco, como também ele, adoeceu de cólera, mesmo tendo continuamente contato com os doentes.

Abandonar-se completamente em Deus sem reservas, vencendo todo medo e respeito humano, e colocar-se sob a proteção da Virgem Maria, são os principais remédios para enfrentar qualquer acontecimento nefasto.

Dom Bosco indicou aos seus rapazes a Confissão e a Comunhão como as armas mais fortes e os verdadeiros instrumentos de proteção.

A Eucaristia, de fato, é o único verdadeiro Remédio pára a alma que preserva seja das doenças espirituais que das doenças corporais, o verdadeiro e único Nutrimento para vencer o mal e se tornar uma coisa só com Cristo.

Jesus ensina que se tivermos “fé do tamanho de um grão de mostarda, poderemos dizer a este monte: levanta-te daqui e vai para lá, e ele se movimentará, e nada nos será impossível” (Mt 17,20).

Assim, com plena confiança em Deus, imploremos o Seu auxílio e a cura para o mundo de toda doença espiritual e corporal, em particular desta que neste momento nos está afligindo, sem jamais renunciar a Ele e aos Sacramentos por temor ou negligência.

 

Fonte: Ci sia da guida come don Bosco si comportò durante l’epidemia di colera del 1854 – Il Cammino dei Tre Sentieri

sexta-feira, 30 de abril de 2021

UMA VISÃO PRECISA: Assim as políticas anti Covid transformaram a antropologia

 

O covid muda a antropologia. Qual o tipo de homem fazer surgir das políticas anti-Covid? Um indivíduo privado de relações: o médico de base não pode ser consultado, os familiares são potencialmente inimigos. Ainda mais, os confinamentos valem para todos, mesmo se alguém vive em uma cidade ou em uma pequena vila. Trata-se de um homem-massa desencarnado ao qual se deve mudar o modo de trabalhar e aprender, chorar os mortos, rezar. Um homem dirigido por outros, dependente da máquina de saúde e da política, sem consciência, porque esta é perigosa, que fará coincidir a verdade com os dados institucionais, atento ao que deve dizer e a quem.

A visão da epidemia de Covid 19 é no fundo uma visão antropológica. As medidas sociais e de saúde são adotadas à luz de uma concepção de homem. Não acredite que a contaminação que já dura um ano seja irrelevante do ponto de vista antropológico: não se trata somente de um vírus, isso já compreendemos faz tempo. Qual a visão de homem que está na base da narração prevalente e qual homem se quer fazer surgir das ruínas das políticas anti-Covid por parte de quem tem nas mãos as alavancas do poder?

Considerando como andaram as coisas e como estão andando ainda, a visão que eles têm de homem é aquela da modernidade, sem hesitação: o homem é um indivíduo, o vírus atinge os indivíduos, as políticas antivírus se dirigem aos indivíduos e são implementadas por outro Grande Indivíduo, o Estado. Trata-se de um indivíduo não relacionado que, sozinho, está diante da máquina do sistema de saúde que, como disseram muitos desde Faucault a Illich a Jünger, é antes de tudo uma máquina política e somente em segundo lugar de saúde.

A idéia de fundo é que o indivíduo deva depender da máquina de saúde em modo que dependa da máquina política. O indivíduo é visto como privado de reservas, como uma pura unidade numérica nua diante da Grande Máquina gerenciada pelo ministro Esperança. Não há reservas, deve ser guiado, não possui notícias sobre contaminação, os especialistas é que devem dar estas notícias, não sabe para onde ir, é necessário mandar a ambulância e recuperá-lo no hospital, ou seja, dentro da Grande Máquina. Não precisa vaciná-lo para colocar em movimento os anticorpos naturais, precisa vaciná-lo em continuação, para que dependa da vacinação.

Que se trate da visão do homem como indivíduo sem relações, se compreende também pelo fato de que as relações em torno a ele foram eliminadas por motivos higiênicos, mas em fundo por motivos políticos. O médico de base não é consultável, os familiares são potencialmente inimigos, os cuidados em casa não podem ser feitos porque faltam os protocolos, a família foi penalizada e se alguma pequena ajuda econômica foi dada foi somente porque as mães não podiam trabalhar por causa do lockdown  e não pela família enquanto tal: uma compensação às trabalhadoras individuais e não uma ajuda à família. A visão é, portanto aquela de um indivíduo-massa, anônimo e igual a todos os outros. Confinamentos e limitações valiam e valem indiferentemente para todos, se alguém vive em uma cidade de 3 milhões de habitantes ou em uma cidade do interior com 800 almas. As escolas foram fechadas tanto no centro de Milão onde se vai para a escola amassados nos meios de transportes públicos ou em Alonte, pequena cidade no Vicentino, onde para a escola se vai a pé sozinhos ou acompanhados pelas mães. As políticas anti-Covid propuseram um homem-massa desencarnado e a ser desencarnado.

Um homem, então, visto como apêndice passiva do sistema, como indivíduo e como homem-massa. Além disso, também como um homem plasmável. Privado de uma natureza própria e indiscutivelmente humana, mas maleável, plástico, potencialmente mutável como matéria em evolução. Todos os seus hábitos foram colocados de lado, considerando-lhes somente hábitos que se pode mudar segundo o interesse. Entre estes existiam alguns que não eram somente hábitos, mas tinham a ver com a vida humana, aquela verdadeira. Santificar as festas, ir ao encontro dos parentes e amigos doentes, fazer obras de caridade na presença e não à distância, mandar os filhos para a escola... não são somente hábitos intercambiáveis. Querem nos fazer mudar o modo de trabalhar e de aprender, de chorar os mortos e de rezar, de recordar o nosso passado e de casar. Nada será como antes e o slogan da re-criação do homem novo.

À visão do homem plasmável se acompanha aquela do homem dirigido por outros (hétero-dirigido), privado de consciência e de responsabilidade porque perigosas para a saúde pública.  Seremos dotados de muitos novos passes, sejam impressos ou eletrônicos, e se multiplicaram os Green card com o qual o poder guiará nos nossos passos. Deveremos assumir como verdadeiras as pesquisas financiadas por Bill Gates e ser felizes de que o virólogo Amici e o médico Gulsiano tenham sido excluídos de programas de informações da TV pública na Itália. Devemos agir como deus comanda mesmo se comanda coisas absurdas. Faremos coincidir a verdade com os dados institucionais. Deveremos prestar atenção sobre o que dizemos e na presença de quem.

Enfim, a questão mais importante. A antropologia de quem gerencia as políticas anti-Covid é aquela de um homem ateu: indivíduo solitário, plasmável e dirigido por outros (hétero-dirigido) exatamente porque é ateu. Sobretudo temeroso e amedrontado porque é ateu. Com Lourdes e os santuários dedicados a Nossa Senhora da Saúde fechados, os sacerdotes celebrantes com a máscara e o detergente para as mãos, os voluntários dos Policiais entre as navatas das igrejas, poucos espaços foram reservados para o espírito e os ritos religiosos foram substituídos pelos rituais sanitários.

 O homem indivíduo sem relações, terminal passivo do sistema, plasmável pelo poder, homem-massa hetero-dirigido, bloqueado pelo medo induzido, salutarmente ateu. Todas as coisas já ditas por Thomas Hobbes, o pai (desesperado) da política moderna.

 

Fonte: Così le politiche anti Covid hanno cambiato l'antropologia - La Nuova Bussola Quotidiana (lanuovabq.it)

segunda-feira, 12 de abril de 2021

A PEQUENA LI, MÁRTIR DA EUCARISTIA

 


Quando em 1979 Deus chamou a si o seu servo Fulton Sheen, milhões de americanos choraram e se sentiram órfãos. Por muitos anos, em todos os meios de comunicação possíveis, o tinham escutado, fascinados. Dotado de um carisma raríssimo, Mons. Sheen combinava a arte de falar à potência que lhe vinha do Espírito Santo. Alguém o escutava? Sabia então que Deus era vivo, magnífico, desejável. O Bispo Sheen difundia uma tal luz que todas as rádios o disputavam, certas que superariam muito todos os índices de escuta registrados até então. A sua famosa série televisiva “A vida vale a pena de ser vivida” atingia em torno de trinta milhões de telespectadores a cada semana. Este grande arcebispo tinha um segredo (...) que para compreender devemos nos transferir para a China, na época mais dura da repressão comunista, nos anos cinqüenta...

Em uma escola paroquial, as crianças recitam solenemente as suas orações e a Irmã Euphrasie se sente feliz: dois meses antes muitas fizeram a primeira comunhão e a fizeram com seriedade, do profundo do coração. Sorri com a pergunta da pequena Li, de dez a nos: “Por que o Senhor Jesus não nos ensinou a dizer: ‘Dai-nos hoje o nosso arroz quotidiano’?”. As crianças comiam arroz pela manhã, meio-dia e pela noite, como responder a tal pergunta? “É que... pão quer dizer Eucaristia”, tinha respondido a religiosa. É verdade que a irmã Euphrasie brilhava mais pelo seu coração que pela sua teologia! “Tu pedes ao bom Jesus a comunhão quotidiana. Para o teu corpo precisas de arroz. Mas a tua alma, que vale mais que o corpo, tem fome deste pão que é o Pão de Vida!”. No mês de maio, quando Li faz a primeira comunhão, diz a Jesus no seu coração: “Da-me sempre o pão quotidiano, para que a minha alma viva e esteja bem!” Desde então, Li passa a comungar todos os dias. Mas, se dá conta que os “maus” (os sem Deus entre os comunistas) podem a qualquer momento impedi-la de receber Jesus na comunhão. Então reza ardentemente para que isto não aconteça jamais. Bem, um dia eles entraram na classe e no local se dirigiram às crianças: “Dai-nos rapidamente os vossos ídolos!”.  Li sabia bem o que queria dizer isto. As crianças aterrorizadas tiveram que entragar as suas imagens sacras cuidadosamente pintadas. Depois, o comissário retirou o crucifixo da parede com um gesto cheio de cólera, o jogou por terra e o pisoteou gritando: “A nova China não vai tolerar mais estas superstições grosseiras!” A pequena Li, que amava muito a sua imagem do Bom Pastor, procurou escondê-la no corpete, era a imagem da sua primeira comunhão! Uma bofetada retumbante a fez perder o equilíbrio e cair por terra. O comissário chamou o pai da menina e fez de modo a humilhá-lo antes de amarrá-lo com firmeza. Naquele mesmo dia, todos os habitantes do világio capturados pela polícia foram levados até a igreja para um novo tipo de “sermão” dito pelo comissário em gritos, que ridicularizava as missionárias e os “agentes do imperialismo americano”... Depois, com voz ribombante ordenou aos milicianos para destruir o sacrário.

A assembleia prendeu a respiração e rezou ardentemente. Voltado para a multidão o homem gritou: “Veremos agora se o vosso Cristo sabe defender-se. Eis o que faço da vossa ‘presença real’. Truque do Vaticano para aproveitar melhor de vocês!” Assim dizendo, pegou a âmbula e jogou todas as hóstias sobre o piso. Os fiéis, confusos, recuaram sufocando um grito. A pequena Li fica aterrorizada. Oh, o que fizeram do Pão? O seu coraçãozinho reto e inocente começa a sangrar diante das hóstias espalhadas no chão. Não tem ninguém para defender Jesus? O comissário zomba disso, uma risada intercala as suas blasfêmias. Li chora em silêncio. “E agora fora, vão embora!”, grita o comissário, “e ai de quem ousar retornar neste antro de superstições!”. A igreja se esvazia. Mas, além dos anjos adoradores sempre presentes em torno a Jesus Hóstia, uma testemunha se encontra lá e não perde nada da cena que se passa diante dos seus olhos. É padre Luc, das Missões Estrangeiras. Escondido pelos paroquianos em um armário do coro, dispõe de uma janelinha que dá para a igreja. Mergulha em uma oração reparadora e sofre porque não pode mover-se: um gesto da sua parte e os paroquianos, que o esconderam ali, seriam presos por traição. “Senhor Jesus, tende piedade de vós mesmo”,  reza com angústia, “impedi este sacrilégio! Senhor Jesus!” De repente, um rangido rompe o silêncio pesado da Igreja. A porta se abre lentamente. É a pequena Li. Tem apenas dez anos e eis que se aproxima do altar, com os seus pequenos passos. Padre Luc treme por ela: pode ser assassinada a qualquer instante! Mas, não pode se comunicar com ela, pode somente olhar e suplicar a todos os santos do céu para que aquela menina seja poupada. A pequena se prostra e adora em silêncio, como lhe ensinou a irmã Euphrasie. Sabe que é preciso preparar o próprio coração antes de receber Jesus. Com as mãos juntas, dirige uma oração misteriosa ao seu caro Jesus maltratado e abandonado. Depois, Padre Luc vê que se abaixa e, com as mãos e os joelhos por terra, recolhe uma hóstia com a língua. Eis agora de joelhos, com os olhos fechados e dirigidos para dentro de si em direção ao seu visitante celeste. Cada segundo é por demais pesado, padre Luc teme o pior... se somente pudesse falar! Mas, a menina vai saindo lentamente como tinha chegado, quase saltando.

Os “expurgos” continuam e a brigada móvel dos serviços de ordem patrulha todo o világio e os arredores. Aquela é a sorte da “Nova China”. Entre os agricultores, nenhum ousa se mover. Relegados em suas cabanas de bambu, ignoram todo o futuro. Ainda assim a nossa pequena Li escapa para reencontrar o seu Pão Vivo na Igreja e, reproduzindo exatamente a cena do primeiro dia, pega uma hóstia com a língua e desaparece. Padre Luc morde o freio. Por que não pega todas elas? Ele sabe o número das hóstias: trinta e duas. Li não sabe que pode recolher todas ao mesmo tempo?

Não, não sabe. A irmã Euphrasie tinha sido muito clara: “Uma única hóstia a cada dia é suficiente. E não se toca a hóstia, se recebe sobre a língua!”. A pequena se conforma com as regras. Um dia resta somente uma hóstia. Pela manhã, a menina entra como de costume na igreja e se aproxima do altar. Ajoelha-se e reza perto da hóstia. Então, padre Luc sufoca um grito. Um miliciano, em pé no vão da porta, aponta o revólver. Escuta-se somente um tiro seco, seguido de uma risada alta. A menina se agaixa logo. Padre Luc crê que está morta, mas não, vê que rasteja com dficuldade em direção à hóstia e pressiona a boca sobre ela. Alguns movimentos convulsivos, seguido do relaxamento. A pequena Li morreu. Salvou todas as hóstias!

(A história é narrada em Les voleurs de Dieu, de Maria Winowska, colaboradora de Karol Wojtila antes da sua elevação ao trono de Pedro).

Dois meses antes de morrer, com a idade de oitenta e quatro anos, Mons. Fulton Sheen revelou enfim o seu segredo ao grande público, durante uma entrevista em uma cadeia internacional de televisão. Sua Excelência – lhe perguntou o jornalista – o senhor inspirou milhões de pessoas em todo o mundo, mas o senhor, de quem teve inspiração? De um papa? Não foi um papa – respondeu – nem um cardeal, nem um outro bispo. Nem mesmo um sacerdote ou uma religiosa! Inspirou-me uma pequena chinesa de dez anos. Então Mons. Sheen contou a história da pequena Li. Entregava assim o seu testamento íntimo. O amor daquela menina por Jesus na Eucaristia o atingiu, o tinha de tal modo impressionado que no dia em que a descobriu fez esta promessa ao Senhor: em cada dia de sua vida, qualquer coisa que acontecesse, faria uma hora de adoração diante do Santíssimo Sacramento. E então, não somente o Mons. Sheen manteve a promessa, mas jamais perdeu uma ocasião para promover o amor por Jesus na Eucaristia. Sem cansar-se, convidava os fiéis a fazer a cada dia “uma hora santa” diante do Santíssimo Sacramento. Para ele, não havia dúvidas: aquela menina desconhecida e pobre das profundezas da China era a centelha que tinha permitido a imensa fecundidade do seu apostolado. Naquele dia, diante das telas de televisão, toda a América compreendeu que os milhões de corações tocados por este grande pregador – era ela, a pequena LI! As inumeráveis conversões obtidas por aquele gigante mediático – era ela e o seu coraçãozinho puro! Aqueles milhões de adoradores “colocados” diante do Santíssimo sacramento por aquele bispo santo – era ela e as suas trinta e duas visitas heróicas a Jesus jogado por terra! Aquele florescer de consagrações e vocações suscitadas pelo mais popular prelado americano – era ela, a pequena mártir chinesa, e as suas núpcias de sangue com o Cordeiro.

Cara pequena Li, se ti dediquei este livro é porque és a minha heroína preferida. Mas, te confesso, tenho outra razão mais interessada: não terminastes o teu trabalho! Abre os olhos e vê, as hóstias que estão hoje no chão não são mais trinta e duas, mas milhares, milhões. A cada dia se dispara contra Jesus, se ri dele, pisam sobre ele. O número de seitas que profanam a Eucaristia vai crescendo. Todo domingo, em quase todas as paróquias, certos fiéis comungam enquanto vivem em graves pecados, aqueles que a Bíblia chama “abomínios” e que provocam a morte da alma. Jesus jamais foi tão torturado, pequena Li. Sem contar a indiferença de tantos dos seus “escolhidos, tantas vezes engolfados pelos assuntos do mundo e inconscientes do imenso amor com o qual são amados. Na França, quantos sacrários são abandonados, empoeirados! Na Anérica, frequentemente se relega o sacrário em um canto da igreja, senão até mesmo na sacristia. Tantas vezes são retirados até mesmo os ginuflexórios e, ai de quem ousa colocar-se de joelhos durante a consagração: é mau visto, corre o risco de ser excluído.

No catecismo não encontramos mais pessoas como a irmã Euphrasie, frequentemente as crianças são poucos preparadas para conhecer e amar Jesus. Nas famílias, são raros os pais que falam abertamente de Jesus como do seu grande amigo. Pelo contrário, o ignoram e, as crianças pensam que Deus não exista e se perdem no ateísmo. Poderia continuar assim por muito tempo, mas do alto do Céu, vês de modo melhor tudo isso. Não terminastes o teu trabalho, pequena Li. Para dizer a verdade, durante o teu martírio na China, somente o iniciavas. Vens ajudar-nos! Como te colocastes ao lado do bispo Sheen, vens colocar-te ao lado de cada sacerdote, de cada bispo, de cada ministro ordenado e de cada cristão. Comunicas a nós o teu amor puro a Jesus. O amor radical e terno do teu coração inocente.

 

(Tirado do livro “Il bambino nascosto di Medjugorje”, de Irmã Emmanuel Maillard,
Editrice Shalom)

 

Fonte: In Corde Regis: LA PICCOLA LI MARTIRE DELL’EUCARISTIA

sexta-feira, 26 de março de 2021

Tempo de Covid, tempo de stress. Como manter a saúde mental e da alma?

Aldo Maria Valli

Como permanecer mentalmente e espiritualmente sadios neste período marcado pela Covid?

A pergunta interessa a todos. O stress causado pela pandemia já teve um pesado impacto na saúde mental e espiritual. E pelo fato de que a luz no fundo do túnel ainda parece distante existe o risco concreto que tensão psicofísica e nervosismo que possam levar a verdadeiras e próprias patologias. Portanto, quais as respostas? E quais os comportamentos a assumir enquanto católicos?

Em uma entrevista ao National Catholic Register o psicólogo católico Kevin Vost, estudioso de Santo Tomás de Aquino e autor de numerosos livros, explica que ânsia e solidão são os dois grandes problemas, evidentemente conexos. Se já antes da pandemia a solidão tinha todas as características de uma doença difundida, agora, com os lockdown e o distanciamento social, a situação é ainda mais crítica e as pessoas em risco de depressão aumentam.

Sob o perfil espiritual, um dos perigos maiores está no pecado de acídia, um sentido de geral apatia espiritual. A palavra acídia vem do grego e significa negligência, indiferença, falta de cuidado e interesse. A acídia se manifesta com um estado de abatimento, desânimo, prostração e de cansaço diante da própria vida. Um estado de cansaço interior que, se não interceptado e combatido, corre o risco de atingir a pessoa.

Do ponto de vista religioso, “se as pessoas perdem o hábito de ir à missa e receber os sacramentos (o que, dependendo de onde se vive, pode ser devido a restrições legais ou aos próprios medos de contrair o Covid), existe o risco que as preocupações mundanas substituam lentamente a Deus”. Deste modo, a relação com Deus sai da perspectiva da pessoa.

É premissa que a saúde mental e aquela espiritual – explica Vost – frequentemente estão estreitamente entrelaçadas, mesmo se podem existir distinções muito importantes, podemos dizer que existe saúde mental quando os pensamentos, as emoções e os comportamentos estão em linha com a justa razão, em contato com a realidade, em modo tal que consinta viver plenamente as nossas vidas, cumprindo os nossos papéis e deveres em modo eficaz, sem indevidos sofrimentos. Naquilo que se refere à saúde espiritual, pode ser vista como a medida em que dirigimos as nossas capacidades mentais e a nossa condição física, em qualquer estado se encontrem, em direção ao amor de Deus e ao cumprimento da sua vontade e dos seus mandamentos.

Muitos estudos demonstram que quem possui uma fé religiosa mais forte e práticas religiosas mais ativas, em geral, tende a ter também uma melhor saúde mental.

Os distúrbios mentais, prossegue o psicólogo, podem derivar de muitas causas e frequentemente derivam de interações entre as predisposições genéticas de uma pessoa e particulares situações estressantes. Portanto, somente porque uma pessoa sofre de um distúrbio mental não significa necessariamente que seja espiritualmente apática. Uma pessoa que se sente pra baixo ou sob pressão não chega automaticamente a dizer “me distanciei de Deus”. Não obstante atravesse um momento de dificuldade, uma pessoa que confia e espera em Deus pode sair também de um episódio de forte depressão. Depois de tê-lo suportado, pode ressurgir com renovada esperança e maior compaixão para com outras pessoas que sofrem.

Mas, como enfrentar, concretamente, a situação em que nos encontramos?

Os efeitos da pandemia variam de pessoa para pessoa, mas existe um dado comum: temos mais tempo a nossa disposição, porque tantas coisas que fazíamos agora não podemos mais fazer. Esta é uma oportunidade concreta para ser um pouco menos como Marta e um pouco mais como Maria (Lc 10, 38-42). Menos comprometidos, temos mais tempo para refletir, para concentrar-nos na coisas de Deus. É uma oportunidade. Podemos perguntar-nos: o que é verdadeiramente importante para mim? Posso usar este tempo e esta situação para aproximar-me de Deus? Como posso utilizar este tempo e esta experiência para desacelerar, concentrar-me no que conta, e depois manter estes hábitos e persistir quando as restrições terminarem?

Sobre a oração e a vida espiritual, é bom criar um esquema, um hábito. Se antes não se tinha tempo, agora é possível encontrar algum espaço para uma leitura espiritual, para a oração e a meditação. A solidão frequentemente faz sofrer, mas não esqueçamos que muitos grandes santos se tornaram mais fortes na fé exatamente atravessando períodos de solidão. Quando somos menos distraídos pelo mundo, podemos talvez estar em uma forma melhor para escutar a voz de Deus.

 Sobre a polarização que se criou também entre os amigos e com os próprios familiares, o psicólogo explica: “o fenômeno se difundiu por toda parte. Nos últimos anos falamos de uma crescente polarização política, e agora a vemos no modo em que muitas pessoas reagem ao Covid. Alguns não tomam praticamente precauções ou fazem quase de conta que o vírus não exista; outros vivem como prisioneiros, com um modo que vai bem além do que é solicitado pela prudência. Se espera que entre os dois opostos se encontrem muitas pessoas, mas certamente a possibilidade do conflito existe, é real. O vemos nas famílias, nas paróquias, nas dioceses”.

Que fazer a respeito disso? Uma coisa que se deve ter em mente é que as pessoas que reagem ao Covid em modo diferente do nosso possuem motivações. Não devem ser demonizadas, não devemos torná-las inimigas ou falar mal delas pelas costas. É bom concentrar-se sobre nós, sobre nossas famílias, mais que olhar o que fazem os outros. Se nos damos conta que alguém, segundo nós, erra, podemos aplicar o princípio da correção fraterna e rezar por estas pessoas. Sem jamais esquecer que estamos todos procurando fazer a coisa certa. Portanto, certamente, não queremos tratar-nos uns aos outros em modo odioso ou desrespeitoso enquanto procuramos retirar o melhor desta situação.

A pandemia está tendo conseqüências também na vida das crianças. Como devem se comportar os pais católicos para manter os seus filhos mentalmente e espiritualmente sadios?

“Obviamente existem diferenças segundo a idade das crianças e da situação familiar. Uma das coisas melhores que os pais podem fazer é, apesar das dificuldades, evitar lamentações e procurar não transmitir aos filhos um senso de preocupação e perigo. Se, pelo contrário, mostramos a eles que existem ainda alegrias a obter na vida, que podemos ainda amar o nosso tempo a transcorrer juntos, que Deus está ainda sempre ali conosco, tudo isso os ajudará muito. Algumas crianças podem ter medo muito exagerado do próprio risco de mortalidade por Covid. A American Academy of Pedriatics há pouco apresentou um estudo que mostra que, graças a Deus, o número de mortos por Covid entre crianças é extremamente reduzido em relação aos adultos. Dez Estados americanos registram zero mortos entre os menores. Um outro artigo recente, na revista Time, mostrou que em trinta e oito países de todo o mundo entre os menores de quinze anos existiram menos mortos em relação aos anos precedentes. Podemos fazer com que os nossos filhos compreendam que o problema é sério, que as restrições devem ser seguidas para o nosso bem e para o dos nossos caros, mas que, ao mesmo tempo, não estamos diante de algo que justifique uma vida aterrorizada. Um dia, naturalmente a morte chegará para todos nós. Nenhum de nós sabe quando, mas Deus está sempre ali a vigiar sobre nós”.

Outra coisa que os pais podem fazer, se possuem mais tempo livre, é desfrutar deste tempo com seu filhos procurando ocupar-se em atividades comuns, talvez também fixando um objetivo para diminuir o tempo transcorrido diante da tela do PC, tablet e smartphone e aumentando aquele dedicado a conversar, a jogar.

Os idosos representam a categoria mais exposta ao risco, não somente para Covid, mas também para a epidemia de solidão que estava já acontecendo antes. O que fazer? Em certos casos se encontram em casas para idosos às quais não podem ser visitadas. Em outros casos, vivem em suas casas, mas, por razão de prudência, é melhor não visitá-los. Podemos então fazer uma chamada por telefone todos os dias. Caso eles saibam usar a internet, podemos usar estes instrumentos para ter uma interação a distância. O importante é demonstrar a eles que são importantes para nós, que não os esquecemos.

“Recordo – diz o psicólogo – que há alguns anos, quando existiam ainda os antigos telefones pregados nas paredes, pela noite, depois do jantar, enquanto lavava os pratos, chamava minha mãe e, para ela aquele contato quotidiano era importante. A pergunta é: dentro do que é permitido de fazer, como  podemos chegar àqueles familiares que agora são mais desconectados que nunca?”.

Para concluir, explica Vost, é bom recordar que a efetiva virtude teologal da esperança é a esperança que alcançaremos o Paraíso, que um dia estaremos ali em beatitude com Deus e que Deus nos dará todas as graças, todas as respostas de que temos necessidade. Tenhamos em mente: Deus está ali por nós. Portanto também em tempo de luta, as graças estão disponíveis, estão ali. Talvez é um daqueles ensinamentos difíceis, não é uma pílula fácil de engolir, mas é bom pensar nas primeiras palavras da carta de Tiago (1, 2-4): “Considerai perfeita alegria, meus irmãos, quando tiverdes de suportar todo tipo de provas, sabendo que a vossa fé, colocada à prova, produz paciência. E a paciência completa em vós a sua obra, para que sejais perfeitos e íntegros, sem faltar nada”. Quando enfrentamos as dificuldades, existe uma finalidade. Deus nos deu a graça da qual precisamos para suportá-las, e destas sairmos mais fortes”.

 

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O artigo é inspirado no original, Timely Tips for Staying Mentally and Spiritually Healthy in Covid Times, de Peter Jesserer Smith

 

Fonte: https://www.aldomariavalli.it/2021/03/08/tempo-di-covid-tempo-di-stress-come-mantenere-la-salute-mentale-e-dellanima/

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Reforma do Mosteiro - Nossa Senhora da Santíssima Trindade


Queridos benfeitores, vimos bater à porta do seu coração, sempre generoso e solícito conosco. Como podem ver pelas fotos que lhes envio, o telhado da nossa capela chegou ao fim. Uma reforma do mesmo é urgentemente necessária o mais rápido possível; na verdade, as telhas de PVC estão se quebrando e o teto interno está cedendo. Quando chove, a água inunda literalmente a capela.

Temos duas possibilidades: ou refazer a estrutura tal como está, ou seja, com estrutura de ferro e telhas de PVC, ou reforçar as colunas e fazer o telhado de laje. Somos direcionados para esta última solução, pois é durável ao longo do tempo, enquanto a outra necessita de manutenção a cada 3 anos, e sua durabilidade é o que conhecemos. Não podemos, economicamente, nem é aconselhável por vários motivos, reabrir o telhado a cada 3 anos para manutenção. Para isso estamos direcionados para a opção de um laje de concreto.

Peçamos a sua ajuda, pela casa do Senhor, que certamente não deixa sem recompensa quem se interessa pelo decoro da sua casa.

Para isso, abrimos uma conta especial, para arrecadar as ajudas que serão destinadas à reforma da capela. Seja qual for a sua disponibilidade, agradecemos de coração neste momento.

O que você pode doar para esta causa será sempre uma grande ajuda. Estamos enviando os dados do novo banco abaixo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Chega a vacina anti Covid?

 Francesca Romana Poleggi

 O argumento “vacina sim – vacina não” tornou-se um terreno de confronto ideológico. O demonstra o episódio do doutor Grisanti que passou das estrelas para os estábulos por ter publicamente expresso sérias reservas sobre as vacinas anti coronavirus que parece sejam de iminente comercialização (ainda que se um dia sim e outro não, se dão negações e contra-negações; e, no entanto, a minha velha mãe – que vive em Roma, na zona central – ainda não consegue receber a normal vacina contra a gripe, tão recomendada por todos, por que “não chegou”).

Longe de nós querer assumir uma posição ideológica sobre o assunto (tanto o “no vax”, sem se, e sem mas, não parecem razoáveis, quanto aqueles que desejariam obrigar todos a receber todas as vacinas que estão em circulação), consideramos necessário

– in primis, conhecer as argumentações de quem não considera que as vacinas – e em particular a próxima eventual vacina anti Covid – sejam eficazes e salutares para todos e em todos os casos;

- in secundis, consideramos oportuno conhecer as argumentações de quem as  levanta a respeito de determinadas vacinas – também anti Covid – um problema ético (não necessariamente “religioso”);

- e enfim, merece uma reflexão a questão da obrigatoriedade vacinal em tempos em que não se faz outra coisa que exaltar a autodeterminação.

 O problema para a saúde: o DNA fetal nas vacinas

 - Quanto ao primeiro ponto, deveria ser o médico responsável a dizer se tal vacina é eficaz e salutar para tal paciente, com o claro risco inevitável de efeitos colaterais (deveria também ser aprofundada a questão levantada recentemente pelo Lyons et al. (1) no International Journal of Environmental Research and Public Health segundo a qual as crianças não vacinadas são surpreendentemente mais sadias que aquelas vacinadas). Existe depois uma importante questão a esclarecer. Muitas vacinas são derivadas de células fetais: portanto, o Dna do feto entra inevitavelmente em círculação no organismo de quem recebe. Isso comporta sérios riscos para a sua saúde, porque poderia desencadear um processo conhecido como “recombinação homóloga” (2) que resulta na modificação do patrimônio genético do receptor da vacina (3). São formadas mutações e das novas células que o sujeito vacinado não reconhece como próprias e provocam uma resposta assim chamada “autoimune”, com as conseqüentes doenças e distúrbios do espectro do autismo (4).

A Food & Drug Administration dos estados Unidos (a agência federal de controle sobre remédios) e a Oms, em 2005, reconhecendo a subsistência de riscos oncogênicos associados à presença de DNA humano nas vacinas, tinham estabelecido que deveria haver menos de 10 ng (nanogramas) (5). Com o tempo, vários pesquisadores demonstraram que o limite indicado não é quase nunca respeitado. Um exemplo entre tantos, denunciado pela associação Corvelva: no Priorix Tetra, usado nas crianças de 11 meses até aos 12 anos de idade para sarampo, caxumba, rubéola e catapora, foram encontradas inicialmente quantidades de DNA de 1 a 2,7 e depois até 3,7 microgramas por frasco (1 micrograma é igual a 1000 nanogramas). Isto viola também a convenção de Oviedo e outras normas internacionais que vetam a modificação do patrimônio genético dos seres humanos.

Quanto às futuras vacinas anti Covid, portanto, consideramos que por respeito ao princípio do consenso informado, seja necessário pretender que exista a máxima transparência sobre a entidade do Dna humano presente nelas.

Mas, qual autoridade guardará no coração a nossa saúde sobre este ponto? A Oms e os outros entes de observação que até agora concederam aos produtores de vacinas de ignorar e de violar os limites acima indicados?

O Charlotte Lozier Institute publica e atualiza constantemente a relação das vacinas éticas e  não éticas que estão em circulação. Na tabela atualizada em 10 de novembro de 2020 estão elencadas as possíveis vacinas SARS-CoV-2 (COVID-19) que utilizam linhas celulares derivadas do aborto (para a produção e/ou para o teste do soro), e aquelas que ao invés são retiradas de células animais (macacos, hamsters, invertebrados), de vegetais, ou que são seqüências desenhadas no computador, ou mesmo que são de células humanas retiradas eticamente (por exemplo, do cordão umbilical). É indicado, além disso, o País de produção, e a que ponto está a pesquisa (se está na fase de experimentação ou não).

 Por exemplo, se ouve muito falar da vacina da Johnson & Johnson (cultivada da linha celular PER.C6, derivada da retina de uma criança de 18 semanas abortada em 1985) ou aquela da Pfizer e da Moderna (testadas da célula HEK293, retirada dos rins de uma menina sadia abortada na Holanda em 1973). Também o Instituto Europeu de Bioética confirmou o uso de linhas celulares de fetos abortados em muitas das vacinadas elencadas pelo Lozier Institute, como por exemplo Astrazeneca da universidade de Oxford, Medicago (canadense), Altimmune (USA) e CanSino BiologicsSinovac Biotech Co e Anhui Zhifei Longcom (chineses).      

De encontro a isso, estão em preparação também muitas vacinas éticas, em diversas partes do mundo, como por exemplo, aquela da  Sinopharm, na China, aquela do Instituto de pesquisa João Paulo II, nos Estados Unidos, aquela do instituto Pasteur e Themis and Merck ou aquela da Sanofi e GSK (franco-americanos), um desenvolvido pela Universidade do Queensland, na Austrália, o CureVac alemão, o Genexine coreano.

O problema ético

Quanto ao segundo ponto, ao invés, o problema ético relativo às vacinas que  na origem têm células retiradas de crianças abortadas, não é insignificante. Não se trata. De fato, somente de fetos abortados nos distantes anos Sessenta, como dizem alguns: o Comitê cidadãos para a objeção ético-religiosa, publicou diferentes documentos que demonstram o contrário [é possível ler um artigo na nossa Revista do mês de outubro de 2020 e é possível pedir o artigo completo à redazione@provitaefamiglia.it]. Por exemplo, os autores de uma pesquisa chinesa de 2015 (6), Bo Ma et al., induziram o aborto em nove mulheres (e dado que estamos na China não é nem mesmo dito se elas estavam consentindo no que estava acontecendo...).

E não se trata do simples uso (ou abuso) de pequenos cadáveres, porque existem diversos estudos e diversos testemunhos concordes em afirmar que se procura fazer sobreviver as crianças ao aborto para poder retirar órgãos frescos: já em 1987 falava disto Peter McCullagh (7); mais recentemente, em 2016, a coisa surgiu de novo nos Usa, quando o Center for Medical Progress publicou uma série de vídeos em que David Daleiden, com uma tele câmera, demonstrou o tráfico de órgãos de crianças abortadas decorridos entre a Planned Parenthood e as indústrias farmacêuticas ou as universidades (8).

Também os pesquisadores chineses, que induziram o aborto às nove mulheres citadas já antes, fizeram nascer vivas as crianças cujos órgãos foram enviados aos laboratórios para preparar as células de cultura das vacinas.

Neste contexto não é relevante o ser ou não ser favorável ao aborto. O dilema é de nível superior e consiste em decidir se seja lícito ou não usar um ser humano.  Mesmo se para uma finalidade em si boa. Por que um “leigo” como Kant dizia que o homem não pode jamais ser um meio, mas é sempre um fim?

Quem admite a licitude de usar alguém para o bem de algum outro assume que um seja uma pessoa de classificação e dignidade inferior ao outra. A quem queremos dar o poder de estabelecer quais são os indivíduos de série A e aqueles de série B? Quem hipoteticamente discriminasse os seres humanos em base à raça, ao sexo, ou às opiniões políticas, seria condenado sem apelo pelo mundo inteiro pela violação do princípio de igualdade que está no fundamento das Cartas constitucionais de todos os Países civilizados.

As discriminações em base à religião e à idade ao invés, são toleradas: se quer abolir a objeção de consciência e as crianças no ventre materno são tão pequenas que podem ser manipuladas (e supressas) sem escrúpulos.  

Até aqui as questões éticas, que, porém não importam a muitos em uma sociedade materialista e utilitarista como a nossa.

 O problema da liberdade e da autodeterminação

- Sobre o terceiro ponto, ao invés, todos deveriam estar interessados, enquanto todos somos promotores dos direitos humanos e em particular do direito à liberdade.

De fato, se a vacina anti Covid, qualquer que seja, devesse ser obrigatório – como se escuta dizer por aí – e até mesmo conditio-sine-qua-non para poder exercitar as liberdades civis democraticamente garantidas pela Cosntituição, estaremos realmente no meio de uma ditadura, em um pesadelo distópico a ponto de fazer ficar pálidos Huxley e Orwell.    

Vice-versa, em nome do princípio da autodeterminação que tanto é caro a estes tempos, pedimos fortemente a máxima transparência sobre as vacinas que já estão em circulação e sobre aquelas anti Covid que serão colocadas no mercado: seja em relação a origem delas, seja em relação aos efeitos colaterais. Pedimos a liberdade de escolher se receber a vacina ou não. Por isso, pedimos que as autoridades no comando da vigilância sobre os remédios e da tutela de nossa saúde, a começar pela Oms, sejam livres de condicionamentos por parte das indústrias farmacêuticas que produzem as vacinas acima citadas e que procuram a óbvia e legítima finalidade de maximizar o lucro.

Sabemos que os principais financiadores da Oms são exatamente as indústrias farmacêuticas e as fundações Bill e Melinda Gates, que participa substancialmente à Gavi (“aliança global para as vacinas e a imunização”): é verossímil, portanto que seja compromisso, por esta razão, o primeiro dos “direitos humanos”, ou seja, o direito à verdade, sem a qual é impossível operar escolhas verdadeiramente livres e responsáveis.

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Notas:

1 -  Lyons J et al, Relative Incidence of Office Visits and Cumulative Rates of Billed Diagnoses Along the Axis of Vaccination, International Journal of Environmental Research and Public Health,22 November 2020
https://www.mdpi.com/898424
2 - K. Koyama et al, Spontaneous Integration of Human DNA Fragmentsinto Host Genome, Sound Choice Pharmaceutical Institute, Seattle, WA http://soundchoice.org/wp-content/uploads/2012/08/DNA_Contaminants_in_Vaccines_Can_Integrate_Into_Childrens_Genes.pdf
3 - Deisher TA, et al, Epidemiologic and MolecularRelationshipBetween Vaccine Manufacture and AutismSpectrumDisorderPrevalence, Issues Law Med. 2015 Spring;30(1):47-70 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26103708
4 - Helen V. Ratajczak, Theoretical aspects of autism: Causes—A review, Journal of Immunotoxicology, 2011; 8(1): 68–79 http://www.rescuepost.com/files/theoretical-aspects-of-autism-causes-a-review1-1.pdf.
Theresa A. Deisher et al, Impact of environmental factors on the prevalence of autistic disorder after 1979, Journal of Public Health and Epidemiology,Vol. 6(9), pp. 271-284, September 2014 www.cogforlife.org/scpiJournalPubHealthEpidem092014.pdf;
Keith Peden, Division of Viral Products Office of Vaccines Research and Review CBER, FDA, Issues Associated With ResidualCell-Substrate DNA, Vaccines and Related Biological Products Advisory Committee, November 16, 2005 http://www.cogforlife.org/FDApowerpointDNA.pdf
5 - Yang H, Establishing acceptable limits of residual DNA, PDA J Pharm Sci Technol. 2013 Mar-Apr;67(2):155-63 (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23569076).
Report - WHO Informal consultation on the application of molecular methods to assure the quality, safety and efficacy of vaccines, WHO, Geneva, CH, 7-8 April 2005 (https://www.who.int/biologicals/Molecular%20Methods%20Final%20Mtg%20Report%20April2005.pdf)
6 - Ma B, et al, Characteristics and viral propagation properties of a new human diploid cell line, Walvax-2, and its suitability as a candidate cell substrate for vaccine production. Hum VaccinImmunother 2015;11(4):998-1009 (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4526020)
7 - The foetus as transplant donor. Scientific, social and ethical perspectives, Wiley in Chichester, 1987; https://www.researchgate.net/publication/25178659_The_Foetus_as_Transplant_Donor_Scientific_Social_and_Ethical_Perspectives
8 - A proposito delle tecniche usate per prelevare organi freschi si può vedere su You Tube la testimonianza data sotto giuramento da alcuni funzionari della Planned Parenthood [https://youtu.be/POdbu4bp5rQ. 
Anche qui la denuncia è chiara https://www.lifenews.com/2019/06/14/unborn-babies-are-being-extracted-from-their-mothers-wombs-alive-to-have-their-livers-harvested/ . E anche qui: https://www.provitaefamiglia.it/blog/planned-parenthood-commercia-bambini-abortiti-indaga-lfbi. 
Sul sito del CMP ci sono ancora tutti i video: https://www.centerformedicalprogress.org/

Fonte: https://www.provitaefamiglia.it/blog/arriva-il-vaccino-anti-covid

 

Para quem desejar aprofundar a questão:

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20201221_nota-vaccini-anticovid_po.html

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20081208_dignitas-personae_po.html