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terça-feira, 17 de outubro de 2017

SARAH: TEMOS NECESSIDADE DO ESPÍRITO DOS HABITANTES DE VENDEIA, PARA COMBATER NÃO EM DEFESA DE INETERESSES HUMANOS, MAS DE DEUS


Alguns detalhes da homilia pronunciada no dia 12 de agosto, pelo Cardeal Robert Sarah em Saint Laurent sur Sèvres - em Vendea –na abertura das celebrações pelos 700 anos da Duocese de Luçon.
Meus irmãos, nós cristãos temos necessidade do espírito dos habitantes de Vendeia! Temos necessidade de um tal exemplo! Como eles, temos necessidade de abandonar as nossas sementes, as nossas messes, os sulcos traçados pelos nossos arados, para combater, e não em defesa de interesses humanos, mas por Deus!
Quem, portanto, se colocará em pé, hoje, por Deus? Quem ousará enfrentar os modernos perseguidores da Igreja? Quem terá coragem de levantar-se sem outras armas senão o rosário e o Sagrado Coração, para enfrentar as colunas da morte dos nossos tempos, que são o relativismo, o indiferentismo e o desprezo a Deus? Quem dirá a este mundo que a única liberdade pela qual vale a pena morrer é a liberdade de crer?
Irmãos, como os nossos irmãos de Vendeia de um tempo, somos hoje chamados ao testemunho, ou seja, ao martírio!
Hoje no Oriente, no Paquistão, na África, os nossos irmãos cristãos morrem pela fé, esmagados pelas fileiras do Islamismo perseguidor. E portanto, você, povo da França, você povo de Vendeia, quando tomarás as armas pacíficas da oração e da caridade para defender a sua fé? Meus amigos, o sangue dos mártires escorre nas vossas veias, sede-vos fiéis!
Todos nós somos espiritualmente filhos da Vendeia mártir! Também nós africanos, que recebemos tantos missionários vendeanos que morreram entre nós para anunciar o Cristo! Devemos ser fiéis à sua herança!
Neste lugar, nos circunda o espírito destes mártires. O que nos dizem? O que querem nos transmitir?
Antes de tudo a sua coragem! Quando se trata de Deus, não é possível nenhum compromisso! A honra de Deus não se discute! E isto deve iniciar pela vossa vida pessoal, de oração e de adoração. É tempo, irmãos, de revoltar-nos contra o ateísmo prático que sufoca a nossa vida. Rezemos em família, deixando a Deus o primeiro lugar! Uma família que reza é uma família que vive! Um cristão que não reza, que não sabe deixar espaço para Deus mediante o silêncio e a adoração, acaba morrendo!
Do exemplo dos habitantes de Vendeia devemos também aprender o amor pelo Sacerdócio. É porque os seus “bons padres” eram ameaçados de se rebelarem. Vocês mais jovens, se quiserem ser fiéis ao exemplo dos vossos antepassados, amai os vossos sacerdotes, amai o sacerdócio! Deveis vos perguntar: sou eu também chamado a ser padre no seguimento destes bons padres martirizados pela Revolução? Terei também eu a coragem de doar toda a vida por Cristo e pelos meus irmãos?
Os mártires de Vendeia nos ensinam ainda o sentido do perdão e da misericórdia. Diante da perseguição, diante do ódio, conservaram nos seus corações o cuidado pela paz e pelo perdão. Recordai-vos como o comandante Bonchamps libertou cinco mil prisioneiros poucos minutos antes de morrer. Saibamos enfrentar o ódio sem ressentimento e sem animosidade. Sejamos a armada do Coração de Jesus, como ele queiramos ser plenos de doçura!
Enfim, devemos aprender dos mártires de Vendeia o sentido da generosidade e do dom gratuito.
Os vossos avós não lutaram pelos seus interesses. Não tinham nada para ganhar. Hoje nos dão uma lição de humanidade. Vivemos em um mundo marcado pela ditadura do dinheiro, do interesse, da riqueza. A alegria do dom gratuito é por toda parte desprezada e ridicularizada. Ainda assim, somente o amor generoso, o dom desinteressado pela própria vida, podem vencer o ódio a Deus e aos homens, que é a origem de toda revolução. Os habitantes de Vendeia nos ensinaram a resistir a todas estas revoluções. Nos mostraram que diante das fileiras infernais, como diante dos campos de extermínio nazistas, diante dos gulags comunistas, como diante da barbárie islâmica, não existe senão uma só resposta: o dom de si, de toda a própria vida. Somente o amor é o vencedor das potências de morte!
Ainda hoje, talvez hoje como nunca, os ideólogos da revolução querem aniquilar o lugar natural do dom de si, da generosidade alegre e do amor. Quero dizer: a família!
A ideologia de gênero, o desprezo da fecundidade e da fidelidade são os novos slogans desta revolução. As famílias se tornaram tantas Vendeias a serem exterminadas. Planeja-se metodicamente o seu desaparecimento, como um dia aquele de Vendeia.
Estes novos revolucionários se irritam diante da generosidade das famílias numerosas. Ridicularizam as famílias cristãs, porque encarnam tudo o que eles odeiam. Estão prontos a lançar sobre a África novas fileiras infernais para fazer pressão sobre as famílias e impor esterilização, aborto e contracepção. A África resistirá como a Vendeia! Por toda parte, as famílias cristãs devem ser a vanguarda jubilosa de uma revolta contra esta nova ditadura do egoísmo!
Já está no coração de cada família, de cada cristão, de cada homem de boa vontade, que deve insurgir uma Vendeia interior! Todo cristão é espiritualmente um habitante de Vendeia! Não permitamos que seja sufocado, em nós, o dom generoso e gratuito. Saibamos, como os mártires de Vendeia, buscar este dom na sua fonte: o Coração de Jesus. Rezemos para que uma poderosa e alegre Vendeia interior se levante na Igreja e no mundo. Amém!

Da Carta de Santo Inácio, bispo e mártir, aos Romanos (Cap. 4, 1-2; 6, 1 – 8, 3: Funk 1, 217-223) (Sec. I)


Sou trigo de Deus e serei moído pelos dentes das feras

Escrevo a todas as Igrejas e asseguro a todas elas que estou disposto a morrer de bom grado por Deus, se vós não o impedirdes. Peço‑vos que não manifesteis por mim uma benevolência inoportuna. Deixai‑me ser pasto das feras, pelas quais poderei chegar à posse de Deus. Sou trigo de Deus e devo ser moído pelos dentes das feras, para me transformar em pão limpo de Cristo. Rezai por mim a Cristo, para que, por meio desses instrumentos, eu seja sacrifício para Deus. Para nada me serviriam os prazeres do mundo ou os reinos deste século. Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar sobre todos os confins da terra. Procuro Aquele que morreu por nós; quero Aquele que ressuscitou por nossa causa. Estou prestes a nascer. Tende piedade de mim, irmãos. Não me impeçais de viver, não queirais que eu morra. Não me entregueis ao mundo, a mim que desejo ser de Deus, nem penseis seduzir‑me com coisas terrenas. Deixai‑me alcançar a luz pura. Quando lá chegar serei verdadeiramente um homem. Deixai‑me ser imitador da paixão do meu Deus. Se alguém O possuir, compreenderá o que quero e terá compaixão de mim, por conhecer a ânsia que me atormenta. O príncipe deste mundo quer arrebatar‑me e corromper a disposição da minha vontade para com Deus. Nenhum de vós o ajude; tornai‑vos antes partidários meus, isto é, de Deus. Não queirais ter ao mesmo tempo o nome de Jesus Cristo na boca e desejos mundanos no coração. Não me queirais mal. Mesmo que eu vo‑lo pedisse na vossa presença, não me devíeis acreditar. Acreditai antes nisto que vos escrevo. Estou a escrever‑vos enquanto ainda vivo, mas desejando morrer. O meu Amor está crucificado e não há em mim fogo que se alimente da matéria. Mas há uma água viva que murmura dentro de mim e me diz interiormente: «Vem para o Pai». Não me satisfazem os alimentos corruptíveis nem os prazeres deste mundo. Quero o pão de Deus, que é a Carne de Jesus Cristo, nascido da linhagem de David, e por bebida quero o seu Sangue que é a caridade incorruptível. Já não quero viver mais segundo os homens; e isto acontecerá, se vós quiserdes. Peço‑vos que o queirais, para que também vós alcanceis benevolência. Peço‑vos em poucas palavras: acreditai‑me. Jesus Cristo vos fará compreender que digo a verdade. Ele é a boca da verdade, no qual o Pai falou verdadeiramente. Pedi por mim para que o consiga. Não vos escrevi segundo a carne, mas segundo o espírito de Deus. Se padecer o martírio, ter‑me‑eis amado; se me rejeitarem, ter‑me‑eis querido mal.

Oração

Deus eterno e omnipotente, que pelo testemunho dos santos mártires honrais todo o corpo da Igreja, concedei que o glorioso martírio de Santo Inácio de Antioquia que hoje celebramos, assim como mereceu para ele a glória eterna, seja também para nós um auxílio permanente. Por Nosso Senhor.

Oração Reparadora ensinada em Fátima (Revelada pelo Anjo em 1917)


1 – Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

2 – Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.