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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A Missa com a visão do Céu. O vídeo que mostra o Mistério



Andrea Zambrano

Como é a Missa vista do Céu? O que aconteceria se fôssemos capazes de retirar a cobertura das igrejas, ir além do azul que está acima de nós e pudéssemos chegar exatamente lá em cima, onde no paraíso Deus está sentado em seu trono com seu Filho e os anjos cantam em coro a sua glória? Aconteceria que veríamos aquela que é a vida eterna e os nossos olhos seriam finalmente abertos sobre a nossa verdadeira vida.

Um vídeo que está se tornando viral nos Estados Unidos tenta explicar este conceito e, sobretudo a fazer compreender o significado da santa Missa com uma linguagem plástica e de efeito. Chama-se o Véu removido (The veil removed) e é uma emocionante experiência de uma Missa muito especial, na qual a um certo ponto chegam os anjos e o crucifixo se torna o centro de toda a ação que está acontecendo.

Fruto de um trabalho meticuloso de um grupo de católicos de Iowa, The veil removed é um projeto de sacerdotes e simples fiéis de West Des Moines que começou a partir de uma necessidade e uma ambição: a necessidade de viver a santa Missa em maneira perfeita e a ambição de poder transmitir a todos o verdadeiro significado dela. Infelizmente, hoje, seja pelo minimalismo teológico que vivemos que nos faz abaixar a cabeça diante do mistério distanciando Deus, seja pela crise da liturgia, que distanciou das nossas mentes a admiração pelo sagrado, vivemos a Missa como um compromisso mundano e terreno, esquecendo-nos que ao invés é o ponto de encontro entre a terra e o Céu. A isto se acrescente o desleixo do celebrante e a distração do fiel que precipitam a Missa no anonimato mais completo. 

E assim: no vídeo, apenas sete minutos, que merece ser visto em religioso recolhimento, este conceito é descrito em maneira eficaz, ainda que um pouco enfatizado como é costume dos entusiastas americanos, que tendo que lutar com as seitas protestantes, que fazem do milagroso a sua figura, devem de certa maneira se equipar disso.

Apesar disso, o filme curto inicia com uma Missa de um dia de semana da qual participam poucas pessoas. Cada uma das quais carrega consigo os pequenos dramas, a solidão e os problemas da própria existência. Depois da proclamação do Evangelho e da homilia, eis que do fundo do templo chegam dois anjos que acompanham um casal na procissão do ofertório. Os presentes vão percebendo aos poucos e aguçam a vista.

Pouco depois, no momento do Sanctus, os anjos junto ao sacerdote se tornam uma dezena, todos enfileirados por trás dele. E quando chega o momento da consagração, os fiéis estão todos em lágrimas, enquanto a hóstia se eleva nas mãos do padre (transformado em um Jesus um pouco superstar, momento espalhafatoso made Usa) até tocar os pés do crucifixo sobre os quais escorrem gotas de sangue que vão se depositar no cálice.

Sobreo altar, se abre o Céu e se pode ver fileiras de anjos e santos que vão e vêm em direção a um céu que se faz dourado. Parece ecoar a passagem da Oração eucarística que suplica ao anjo santo que leve esta oferta e deposite diante do trono de Deus. Mas, o vídeo é uma concentração de teologia da Missa verdadeiramente impecável. A começar pelo crucifixo que pende sobre a cabeça do padre e se torna o verdadeiro ponto de orientação da cena, para continuar com a nítida sensação de sentir-se diante àquele prelúdio da vida futura onde tudo é doação. Toda a beleza da Missa é respeitada: a começar pelo seu aspecto sacrifical, com a união do passado que revive (a crucificação) e o futuro (um Céu onde Cristo está já sentado e nos vem buscar ali onde estivermos). 

O vídeo catequiza, certamente, mas adverte também. É a prova de que a liturgia não é o lugar de batalha de quem com pedantismo pensa de poder dispor do sagrado de qualquer modo, mudando e modificando arbitrariamente a Missa segundo os seus desejos. Mas também a comprovação de que a Missa é a experiência real e não um qualquer coisa a compreender ou pior ainda do qual apropriar-se com pretensões terrenas sociológicas ou, pior ainda, veja certas orações dos fiéis ou certas homilias, políticas.  



quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

O que significa ser testemunha de Cristo



Publicamos um resumo da Carta pastoral 2019-2020 de Dom Franco Lovignana, bispo de Aosta, do parágrafo 17 Habilitados ao testemunho público da fé:

Quantas vezes repetimos que com a Crisma nos tornamos testemunhas de Cristo! Mas, o que significa confessar publicamente a própria fé cristã?

Certamente significa não envergonhar-se de se dizer cristão, de exprimir publicamente os ensinamentos do Evangelho, de defender a Igreja quando é agredida. Significa aplicar o Evangelho na vida quotidiana, em família, no trabalho, na escola, nos compromissos sociais, no tempo livre. Poderíamos dizer que não existem zonas francas em relação à beleza e à alegria do Evangelho. A honestidade, a justiça, a solidariedade, a benevolência, o ter no coração as pessoas e o bem comum caracterizam um primeiro nível das relações do cristão no mundo.

O interlocutor deveria permanecer tocado pelo nosso modo de estar com os outros e de realizar o nosso trabalho ou de divertir-nos e perguntar-se: Mas, o que o leva a comportar-se desta maneira?. Devemos ser sinceros e admitir que não é sempre assim e que existe espaço para conversão.

 Nos damos conta de que para confessar publicamente a fé isto não é ainda suficiente: o cristão leva também no coração a abertura à fé e à salvação eterna dos seus interlocutores e procura encontrar a ocasião para evangelizar, no respeito pelas opiniões e pela história dos outros, mas também com a certeza de que Cristo é a Verdade sobre o homem e o seu único Salvador. Às vezes este zelo poderá exprimir-se somente com a oração de intercessão e com a oferta da vida, outras vezes poderá ser explicitado, mas a solicitude pela salvação dos irmãos sempre deve habitar em nosso coração.

Em tudo isto existe como que um fio condutor, o desejo de imitar Aquele que não veio para ser servido, mas para servir e dar a própria vida em resgate por muitos (Mt 20, 28). O serviço da caridade que se exprime através do perdão e do compartilhar do que se é e do que se tem com quem possui necessidade se torna confissão pública da fé cristã, com a condição que seja vivida com humildade e purificada de toda ideologia. (...). (fonte)


Oratório de Natal