Este espaço tem por objetivo oferecer uma contribuição à obra de evangelização da Igreja, selecionando e traduzindo matérias consideradas úteis para o povo de Deus. Fiel ao dado original, mas atento aos novos desafios, ele deseja cooperar com a missão da Igreja apresentada por São Paulo: “Recapitular tudo n’Ele” (Ef 1,10) e assumida pela doutrina da Igreja (Concílio Vaticano II e Catecismo). Escolhemos como patrono São João Paulo II.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
Reforma do Mosteiro - Nossa Senhora da Santíssima Trindade
Queridos benfeitores, vimos bater à porta do seu coração, sempre generoso e solícito conosco. Como podem ver pelas fotos que lhes envio, o telhado da nossa capela chegou ao fim. Uma reforma do mesmo é urgentemente necessária o mais rápido possível; na verdade, as telhas de PVC estão se quebrando e o teto interno está cedendo. Quando chove, a água inunda literalmente a capela.
Temos duas possibilidades: ou refazer a estrutura tal como está, ou seja, com estrutura de ferro e telhas de PVC, ou reforçar as colunas e fazer o telhado de laje. Somos direcionados para esta última solução, pois é durável ao longo do tempo, enquanto a outra necessita de manutenção a cada 3 anos, e sua durabilidade é o que conhecemos. Não podemos, economicamente, nem é aconselhável por vários motivos, reabrir o telhado a cada 3 anos para manutenção. Para isso estamos direcionados para a opção de um laje de concreto.
Peçamos a sua ajuda, pela casa do Senhor, que certamente não deixa sem recompensa quem se interessa pelo decoro da sua casa.
Para isso, abrimos uma conta especial, para arrecadar as ajudas que serão destinadas à reforma da capela. Seja qual for a sua disponibilidade, agradecemos de coração neste momento.
O que você pode doar para esta causa será sempre uma grande ajuda. Estamos enviando os dados do novo banco abaixo.
terça-feira, 19 de janeiro de 2021
Chega a vacina anti Covid?
Francesca Romana Poleggi
O argumento “vacina sim – vacina não” tornou-se um terreno de confronto ideológico. O demonstra o episódio do doutor Grisanti que passou das estrelas para os estábulos por ter publicamente expresso sérias reservas sobre as vacinas anti coronavirus que parece sejam de iminente comercialização (ainda que se um dia sim e outro não, se dão negações e contra-negações; e, no entanto, a minha velha mãe – que vive em Roma, na zona central – ainda não consegue receber a normal vacina contra a gripe, tão recomendada por todos, por que “não chegou”).
Longe de nós querer assumir uma posição ideológica sobre o assunto (tanto o “no vax”, sem se, e sem mas, não parecem razoáveis, quanto aqueles que desejariam obrigar todos a receber todas as vacinas que estão em circulação), consideramos necessário
– in primis, conhecer as argumentações de quem não considera que as vacinas – e em particular a próxima eventual vacina anti Covid – sejam eficazes e salutares para todos e em todos os casos;
- in secundis, consideramos oportuno conhecer as argumentações de quem as levanta a respeito de determinadas vacinas – também anti Covid – um problema ético (não necessariamente “religioso”);
- e enfim, merece uma reflexão a questão da obrigatoriedade vacinal em tempos em que não se faz outra coisa que exaltar a autodeterminação.
O problema para a saúde: o DNA fetal nas vacinas
- Quanto ao primeiro ponto, deveria ser o médico responsável a dizer se tal vacina é eficaz e salutar para tal paciente, com o claro risco inevitável de efeitos colaterais (deveria também ser aprofundada a questão levantada recentemente pelo Lyons et al. (1) no International Journal of Environmental Research and Public Health segundo a qual as crianças não vacinadas são surpreendentemente mais sadias que aquelas vacinadas). Existe depois uma importante questão a esclarecer. Muitas vacinas são derivadas de células fetais: portanto, o Dna do feto entra inevitavelmente em círculação no organismo de quem recebe. Isso comporta sérios riscos para a sua saúde, porque poderia desencadear um processo conhecido como “recombinação homóloga” (2) que resulta na modificação do patrimônio genético do receptor da vacina (3). São formadas mutações e das novas células que o sujeito vacinado não reconhece como próprias e provocam uma resposta assim chamada “autoimune”, com as conseqüentes doenças e distúrbios do espectro do autismo (4).
A Food & Drug Administration dos estados Unidos (a agência federal de controle sobre remédios) e a Oms, em 2005, reconhecendo a subsistência de riscos oncogênicos associados à presença de DNA humano nas vacinas, tinham estabelecido que deveria haver menos de 10 ng (nanogramas) (5). Com o tempo, vários pesquisadores demonstraram que o limite indicado não é quase nunca respeitado. Um exemplo entre tantos, denunciado pela associação Corvelva: no Priorix Tetra, usado nas crianças de 11 meses até aos 12 anos de idade para sarampo, caxumba, rubéola e catapora, foram encontradas inicialmente quantidades de DNA de 1 a 2,7 e depois até 3,7 microgramas por frasco (1 micrograma é igual a 1000 nanogramas). Isto viola também a convenção de Oviedo e outras normas internacionais que vetam a modificação do patrimônio genético dos seres humanos.
Quanto às futuras vacinas anti Covid, portanto, consideramos que por respeito ao princípio do consenso informado, seja necessário pretender que exista a máxima transparência sobre a entidade do Dna humano presente nelas.
Mas, qual autoridade guardará no coração a nossa saúde sobre este ponto? A Oms e os outros entes de observação que até agora concederam aos produtores de vacinas de ignorar e de violar os limites acima indicados?
O Charlotte Lozier Institute publica e atualiza constantemente a relação das vacinas éticas e não éticas que estão em circulação. Na tabela atualizada em 10 de novembro de 2020 estão elencadas as possíveis vacinas SARS-CoV-2 (COVID-19) que utilizam linhas celulares derivadas do aborto (para a produção e/ou para o teste do soro), e aquelas que ao invés são retiradas de células animais (macacos, hamsters, invertebrados), de vegetais, ou que são seqüências desenhadas no computador, ou mesmo que são de células humanas retiradas eticamente (por exemplo, do cordão umbilical). É indicado, além disso, o País de produção, e a que ponto está a pesquisa (se está na fase de experimentação ou não).
Por exemplo, se ouve muito falar da vacina da Johnson & Johnson (cultivada da linha celular PER.C6, derivada da retina de uma criança de 18 semanas abortada em 1985) ou aquela da Pfizer e da Moderna (testadas da célula HEK293, retirada dos rins de uma menina sadia abortada na Holanda em 1973). Também o Instituto Europeu de Bioética confirmou o uso de linhas celulares de fetos abortados em muitas das vacinadas elencadas pelo Lozier Institute, como por exemplo Astrazeneca da universidade de Oxford, Medicago (canadense), Altimmune (USA) e CanSino Biologics, Sinovac Biotech Co e Anhui Zhifei Longcom (chineses).
De encontro a isso, estão em preparação também muitas vacinas éticas, em diversas partes do mundo, como por exemplo, aquela da Sinopharm, na China, aquela do Instituto de pesquisa João Paulo II, nos Estados Unidos, aquela do instituto Pasteur e Themis and Merck ou aquela da Sanofi e GSK (franco-americanos), um desenvolvido pela Universidade do Queensland, na Austrália, o CureVac alemão, o Genexine coreano.
O problema ético
- Quanto ao segundo ponto, ao invés, o problema ético relativo às vacinas que na origem têm células retiradas de crianças abortadas, não é insignificante. Não se trata. De fato, somente de fetos abortados nos distantes anos Sessenta, como dizem alguns: o Comitê cidadãos para a objeção ético-religiosa, publicou diferentes documentos que demonstram o contrário [é possível ler um artigo na nossa Revista do mês de outubro de 2020 e é possível pedir o artigo completo à redazione@provitaefamiglia.it]. Por exemplo, os autores de uma pesquisa chinesa de 2015 (6), Bo Ma et al., induziram o aborto em nove mulheres (e dado que estamos na China não é nem mesmo dito se elas estavam consentindo no que estava acontecendo...).
E não se trata do simples uso (ou abuso) de pequenos cadáveres, porque existem diversos estudos e diversos testemunhos concordes em afirmar que se procura fazer sobreviver as crianças ao aborto para poder retirar órgãos frescos: já em 1987 falava disto Peter McCullagh (7); mais recentemente, em 2016, a coisa surgiu de novo nos Usa, quando o Center for Medical Progress publicou uma série de vídeos em que David Daleiden, com uma tele câmera, demonstrou o tráfico de órgãos de crianças abortadas decorridos entre a Planned Parenthood e as indústrias farmacêuticas ou as universidades (8).
Também os pesquisadores chineses, que induziram o aborto às nove mulheres citadas já antes, fizeram nascer vivas as crianças cujos órgãos foram enviados aos laboratórios para preparar as células de cultura das vacinas.
Neste contexto não é relevante o ser ou não ser favorável ao aborto. O dilema é de nível superior e consiste em decidir se seja lícito ou não usar um ser humano. Mesmo se para uma finalidade em si boa. Por que um “leigo” como Kant dizia que o homem não pode jamais ser um meio, mas é sempre um fim?
Quem admite a licitude de usar alguém para o bem de algum outro assume que um seja uma pessoa de classificação e dignidade inferior ao outra. A quem queremos dar o poder de estabelecer quais são os indivíduos de série A e aqueles de série B? Quem hipoteticamente discriminasse os seres humanos em base à raça, ao sexo, ou às opiniões políticas, seria condenado sem apelo pelo mundo inteiro pela violação do princípio de igualdade que está no fundamento das Cartas constitucionais de todos os Países civilizados.
As discriminações em base à religião e à idade ao invés, são toleradas: se quer abolir a objeção de consciência e as crianças no ventre materno são tão pequenas que podem ser manipuladas (e supressas) sem escrúpulos.
Até aqui as questões éticas, que, porém não importam a muitos em uma sociedade materialista e utilitarista como a nossa.
O problema da liberdade e da autodeterminação
- Sobre o terceiro ponto, ao invés, todos deveriam estar interessados, enquanto todos somos promotores dos direitos humanos e em particular do direito à liberdade.
De fato, se a vacina anti Covid, qualquer que seja, devesse ser obrigatório – como se escuta dizer por aí – e até mesmo conditio-sine-qua-non para poder exercitar as liberdades civis democraticamente garantidas pela Cosntituição, estaremos realmente no meio de uma ditadura, em um pesadelo distópico a ponto de fazer ficar pálidos Huxley e Orwell.
Vice-versa, em nome do princípio da autodeterminação que tanto é caro a estes tempos, pedimos fortemente a máxima transparência sobre as vacinas que já estão em circulação e sobre aquelas anti Covid que serão colocadas no mercado: seja em relação a origem delas, seja em relação aos efeitos colaterais. Pedimos a liberdade de escolher se receber a vacina ou não. Por isso, pedimos que as autoridades no comando da vigilância sobre os remédios e da tutela de nossa saúde, a começar pela Oms, sejam livres de condicionamentos por parte das indústrias farmacêuticas que produzem as vacinas acima citadas e que procuram a óbvia e legítima finalidade de maximizar o lucro.
Sabemos que os principais financiadores da Oms são exatamente as indústrias farmacêuticas e as fundações Bill e Melinda Gates, que participa substancialmente à Gavi (“aliança global para as vacinas e a imunização”): é verossímil, portanto que seja compromisso, por esta razão, o primeiro dos “direitos humanos”, ou seja, o direito à verdade, sem a qual é impossível operar escolhas verdadeiramente livres e responsáveis.
_____________________________
Notas:
1 - Lyons J et al, Relative
Incidence of Office Visits and Cumulative Rates of Billed Diagnoses Along the
Axis of Vaccination, International Journal of Environmental Research and Public
Health,22 November 2020
https://www.mdpi.com/898424
2 - K. Koyama et al, Spontaneous Integration of Human DNA Fragmentsinto Host Genome,
Sound Choice Pharmaceutical Institute, Seattle, WA
http://soundchoice.org/wp-content/uploads/2012/08/DNA_Contaminants_in_Vaccines_Can_Integrate_Into_Childrens_Genes.pdf
3 - Deisher TA, et al, Epidemiologic and MolecularRelationshipBetween Vaccine Manufacture
and AutismSpectrumDisorderPrevalence, Issues Law Med. 2015 Spring;30(1):47-70
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26103708
4 - Helen V. Ratajczak, Theoretical aspects of autism: Causes—A review, Journal
of Immunotoxicology, 2011; 8(1): 68–79 http://www.rescuepost.com/files/theoretical-aspects-of-autism-causes-a-review1-1.pdf.
Theresa A. Deisher et al, Impact of environmental factors on the prevalence of
autistic disorder after 1979, Journal of Public Health and Epidemiology,Vol.
6(9), pp. 271-284, September 2014
www.cogforlife.org/scpiJournalPubHealthEpidem092014.pdf;
Keith Peden, Division of Viral Products Office of Vaccines Research and Review
CBER, FDA, Issues Associated With ResidualCell-Substrate DNA, Vaccines and
Related Biological Products Advisory Committee, November 16, 2005
http://www.cogforlife.org/FDApowerpointDNA.pdf
5 - Yang H, Establishing acceptable limits of residual DNA, PDA J Pharm Sci
Technol. 2013 Mar-Apr;67(2):155-63
(https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23569076).
Report - WHO Informal consultation on the application of molecular methods to
assure the quality, safety and efficacy of vaccines, WHO, Geneva, CH, 7-8 April
2005
(https://www.who.int/biologicals/Molecular%20Methods%20Final%20Mtg%20Report%20April2005.pdf)
6 - Ma B, et al, Characteristics and viral propagation properties of a new
human diploid cell line, Walvax-2, and its suitability as a candidate cell
substrate for vaccine production. Hum VaccinImmunother 2015;11(4):998-1009
(https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4526020)
7 - The foetus as transplant donor. Scientific, social and ethical
perspectives, Wiley in Chichester, 1987;
https://www.researchgate.net/publication/25178659_The_Foetus_as_Transplant_Donor_Scientific_Social_and_Ethical_Perspectives
8 - A proposito delle tecniche usate per prelevare organi freschi si può vedere
su You Tube la testimonianza data sotto giuramento da alcuni funzionari della
Planned Parenthood [https://youtu.be/POdbu4bp5rQ.
Anche qui la denuncia è chiara https://www.lifenews.com/2019/06/14/unborn-babies-are-being-extracted-from-their-mothers-wombs-alive-to-have-their-livers-harvested/
. E anche qui:
https://www.provitaefamiglia.it/blog/planned-parenthood-commercia-bambini-abortiti-indaga-lfbi.
Sul sito del CMP ci sono ancora tutti i video:
https://www.centerformedicalprogress.org/
Fonte: https://www.provitaefamiglia.it/blog/arriva-il-vaccino-anti-covid
Para quem desejar aprofundar a questão:
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
Com Biden o verdadeiro perigo se chama Kamala Harris. Abortista e pró-Lgbt, eis quem é a vice-Presidente
Giuliano Guzzo
O Presidente eleito dos Estados Unidos, segundo as projeções dos principais órgãos da imprensa, é Joe Biden, obviamente sem os recursos de Donald Trump, que, porém está sofrendo as pressões dos seus fidelíssimos que estão lhe convidando a reconhecer a vitória do seu adversário e de acordo com os últimos rumores, o próprio magnata já estaria pensando nas eleições de 2024.
As mídias de todo o mundo, sobretudo a grande imprensa, estão porém todos loucos por ela, a sua vice, Kamala Harris. Nasceu em 1964, de mãe indo-americana e pai de origem jamaicana, tendo estudado na Howard University e no Hastings College of the Law de San Francisco, já exerceu o cargo de promotora distrital de San Francisco, a expoente democrática ainda não – como é óbvio – cumpriu nenhum ato formal, mesmo se está afirmando como a queridinha progressista global. Coisa que, em parte, é também compreensível.
Sim, porque a Harris encarna perfeitamente os cânones do progressismo: o multiculturalismo, o feminismo 2.0, o anticlericalismo, o apoio à cultura de gênero e ao abortismo mais extremo. Exagerações? Infelizmente não. Basta pensar em como, quando era promotora geral da Califórnia, a mulher – que tem fama de ser durona e determinada – defendeu o colosso abortista Planned Parenthood de sombras muito pesadas, a partir da acusação de venda de partes de crianças abortadas, em aberta e total violação de diversas leis federais. Todas as coisas das quais, é claro, existem filmes registrados em terras californianas.
Não obstante isso, a Harris anunciou que teria investigado os jornalistas do Center for Medical Progress (CMP, responsáveis de ter documentado o mencionado horror (que muitos, evidentemente, queriam manter oculto), ao invés de investigar a Planned Parenthood, que de fato destinou a Biden e sócia uma contribuição para sustentação eleitoral de 45 milhões de dólares, não pouca coisa. Mas, retornemos à nova vice-presidente, a qual, como senadora, se distinguiu também por ter literalmente pressionado Brian Buescher, nomeado juiz distrital federal em Nebraska.
O motivo pelo qual Harris tinha se dirigido a Buescher é a sua pertença aos Cavaleiros de Colombo, que não é uma organização terrorista, nem uma perigosa seita, mas sim uma fraternidade católica com, entre outras coisas, um século de história e que, com dois milhões de membros, promove atividades de caridade. Não obstante isso, a política dem se lançou contra Buescher, perguntando-lhe se fosse “conhecedor do fato que os Cavaleiros de Colombo se opuseram à igualdade matrimonial” – oposição que vem evidentemente por ela vista como horrível -, quando este tinha se unido à fraternidade.
Sim, porque além de abortista convicta, a nova vice-presidente – como já se acenava – é uma financiadora dos movimentos Lgbt e declarou com orgulho de ter ela mesma celebrado matrimônio gay. Não somente. A nova vice-presidente publicamente se orgulha, não faz muito tempo, de ter obrigado, quando era promotora, as empresas de propriedade religiosa e os centros para a gravidez pró-vida a agir contra a própria consciência. Temos o que fazer com uma abortista, inimiga da família natural – batalha que compartilha com o movimento Black Lives Matter, que a Harris apóia com convicção – e além do mais anticristã.
O único aspecto que parece tornar a nova estrela do progressismo mundial aceitável também por alguns cristãos é o seu ser a favor das portas abertas, ou melhor, escancaradas para a imigração, para o reconhecimento dos clandestinos e pela destruição de qualquer muro, barreira ou confim como queira chamar. Agora, prescindindo de como pense sobre este último tema – que, por inciso, por quanto relevante não serve entre aqueles eticamente não negociáveis – é todavia gritante como temos o que fazer com uma representante das instituições opostas a tudo isso que sabe que é de direito natural, personalismo ontológico e ética cristã.
Com efeito, em relação à Harris até mesmo alguém como Joe Biden – cujo diversos sacerdotes católicos, nos meses passados, negaram a comunhão exatamente pelo seu orgulhoso e reivindicado abortismo – corre o risco de passar como um moderado; o que , infelizmente, é real. Resulta como os próximos quatro anos, para qualquer um que tenha no coração os valores da vida, das famílias e da liberdade religiosa, correm o risco de ser muito, muito, complicados; sobretudo, pelo papel que Kamala Harris fará de tudo para ter contra estas instituições.
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Ennio Morricone, quando a fé se faz música
Ennio Morricone morreu “com o conforto da fé”. Compositor católico, conhecido pelas suas composições, dos faroestes, de Era uma vez na América e de A missão, era antes de tudo um homem de fé que exprimia na música a própria espiritualidade. Ainda que esnobado pelos críticos compôs também muitas obras de música contemporânea, que era a sua verdadeira paixão e que ele definia “absoluta”.
Em uma nota da família se lê que Ennio Morricone morreu “na madrugada de 6 de julho em Roma com o conforto da fé”. Esta é talvez a notícia mais relevante dentro da notícia do falecimento do compositor romano: Morricone deixou esta terra com o conforto da fé, expressão que, assim queremos esperar, queira dizer “com o conforto dos sacramentos”.
E por falar do autor das músicas de Per un pugno di dollari e de C’era una volta in America começamos pela sua relação com Deus, porque todo o resto é secundário, também para os homens de grande talento como ele. Em uma entrevista dada em 2015 à revista Famiglia Cristiana assim Morricone falava da educação católica que tinha recebido: “Venho de uma família cristã. A minha fé nasceu na família. Os meus avôs eram muitos religiosos. Com minha mãe e as minhas irmãs sempre rezamos antes de ir dormir. Recordo o período da guerra. Durante aqueles terríveis a nos rezávamos o rosário. Éramos todos muitos impressionados. Recordo-me sonolento respondendo as Ave-Marias de minha mãe. Sempre fomos religiosos. No Domingo íamos à Missa e nos aproximávamos do sacramento da Comunhão”. Uma fé que, mesmo com algum reflexo de cristianismo social, era viva ainda na idade madura: “Eu rezo uma hora por dia, mas também mais. É a primeira coisa que faço. Também durante a jornada, por acaso. Pela manhã paro diante daquele Cristo (e indica uma imagem de Jesus presente na sala). E também à noite. Espero que as minhas orações sejam escutadas”.
Depois uma pergunta sobre a relação entre a música e Deus: “A música é certamente próxima de Deus – responde o maestro – A música é a única verdadeira arte que nos aproxima verdadeiramente do Pai eterno e da eternidade”. Se os olhos são o espelho da alma, para Morricone também a sua música o era e revelava muito dele: “Luciano Salce, cineasta para quem musiquei diversos filmes, um dia me chamou e disse: “Devo deixar-te”. “Por que?”. Éramos amigos e permanecemos amigos até a morte. “Porque eu faço filmes cômicos e você faz uma música espiritual, sacral. Devo deixar-te por força”. Este episódio me marcou muito. Graças a ele comecei a pensar sobre isso. Provavelmente às vezes exprimo sacralidade também quando não a procuro ou não penso nela”. Se por uma parte algumas suas músicas exprimem implicitamente uma tensão para o transcendente, outras suas composições se inserem intencionalmente no repertório sacro. Pensemos por exemplo Amen, Missa Papae Francisci, Una Via crucis.
Se citas Morricone, citas “trilhas sonoras para filmes”, mas na realidade o compositor romano abrangeu muitos gêneros e fez arranjos em canções muito célebres como, entre muitas, Sapore di sale, Il mondo, Se telefonando. Entre estes gêneros aquele que cultivava com mais paixão era a música contemporânea, que ele chamava “música absoluta”, talvez porque, nas suas intenções, tinha valor por si mesma, sem necessidade de um filme para que fosse escutada. Se por duas vezes vencedor do Óscar, a música contemporânea que ele escreveu foi sua jóia mais preciosa, ela foi essencialmente desprezada pelos críticos, seus colegas compositores e pelo público. Este último entra compreensivelmente em êxtase por Gabriel’s oboe, peça famosa que retorna mais vezes no filme A missão e cuja melodia dá prova, junto a muitas outras trilhas sonoras, sobre como Morricone fosse um dos herdeiros mais dignos de hoje do belo canto italiano. Certamente o grande público não se aventura em escutar os seus concertos para instrumentos e orquestra ou peças como Frammenti di Erossu ou as músicas para balés Requiem per un destino, composições das quais ignora muito provavelmente até mesmo a existência (no YouTube o número de ouvintes chega a uma centena contra o milhão e trezentos mil de Gabriel’s oboe).
Agora se o senhor Rossi despreza o Morricone autor de músicas contemporâneas porque não é assim tão cativante como as suas trilhas sonoras, o ambiente que gravita ao invés à assim chamada música contemporânea o olhou sempre com desconfiança pelo motivo oposto: uma música somente aparentemente culta, mas na realidade muito utilizável, muito melódica, muito “potável” (se és compreensível, não és culto), privada de dissonâncias, tropeços, dores e gritos que deveriam ser uma marca de garantia para quem quer escrever hoje música séria. E de fato o Nosso tinha estudado na escola de Goffredo Petrassi e substancialmente a instalação de seus trabalhos – diante de qualquer experimentação – era tonal, portanto audível. Uma verdadeira blasfêmia, sobretudo pensando nos anos em que Morricone se formou e iniciou a escrever, anos em que se impunha a dodecafonia, o estruturalismo, o minimalismo. Além dos ambientes acadêmicos não lhe perdoaram jamais o seu vender-se e vulgarizar-se com as músicas pop para os filmes. Uma pessoa indesejável, um pária, em boa substância, nos ambientes que contam.
De sua parte, Morricone jamais escondeu que começou a escrever música para filmes para ganhar o pão (Petrassi detestava esta sua escolha porque impura) e assim ser capaz de escrever música culta. Mas a fama lhe vem da produção popular e não parou mais como compositor contemporâneo. Um paradoxo: um homem que foi elogiado a nível mundial pelo público e pela quase totalidade dos cineastas, que venceu dezenas e dezenas de prêmios e que marcou para sempre a história da produção musical para a grande tela, não encontrou quase nenhum reconhecimento pelas obras que ele julgava de maior mérito.
Perguntamos-nos então se morreu com este arrependimento, com o arrependimento de ter passado para a história pelo O bom, o bruto, o mau e não pelas 4 Anamorfose latinas. Talvez não a julgar pelo seu caráter humilde que o levou a pedir exéquias em forma privada, porque – assim deixou escrito no seu testamento – “não quero perturbar”.
Sugerimos escutar esta homenagem feita pelo músico Hauser a Ennio Morricone: https://www.youtube.com/watch?v=KYlHiACHGiU
Ou ainda se preferir: https://www.youtube.com/watch?v=oag1Dfa1e_E
Filme “A missão”: https://www.youtube.com/watch?v=ILaWuZl4HkA
Fonte: https://www.lanuovabq.it/it/ennio-morricone-quando-la-fede-si-fa-musica
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
João Paulo II: Os cônjuges Wojtyla em direção aos altares
Chile, desordem e igrejas incendiadas
Pelo menos duas igrejas no centro de Santiago do Chile foram incendiadas neste domingo depois da maciça manifestação que reuniu dezenas de milhares de pessoas, no primeiro aniversário do início dos protestos de 2019 e a somente uma semana do plebiscito para dar vida a uma nova Constituição. O primeiro santuário a queimar foi a igreja de São Francisco de Borja, usada regularmente pelas forças de polícia para cerimônias institucionais, e horas depois a queimar era a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, uma das mais antigas da capital, com mais de um século e meio de história.
A igreja de São Francisco de Borja foi saqueada e algumas das suas imagens religiosas foram queimadas pelas ruas, enquanto a de Nossa Senhora da Assunção viu a sua cúpula cair por terra consumida pelas chamas. Nas proximidades do local, batizado pelos manifestantes como “Plaza Dignidad”, foram também saqueadas várias lojas, entre as quais um supermercado de uma rede internacional, e foram registrados também ataques de homens encapuzados a algumas estações da polícia na periferia da capital.
O presidente e o secretário geral da Conferência episcopal do Chile expressaram, através de uma declaração, a sua proximidade àqueles que foram vítimas de atos de violência que contrastam com as expressões daqueles que manifestaram pacificamente.
“A maior parte do Chile deseja ardentemente justiça e medidas eficazes que ajudem a superar a desigualdade; não quer mais corrupção ou abuso, esperam um tratamento com dignidade, respeito e équo. Cremos que esta maioria não sustenta ou justifique ações violentas que causam dor a indivíduos e famílias, danificando comunidades que não podem viver em paz nas suas casas ou no trabalho, amedrontadas por quem não procura construir nada, mas por outro lado destrói tudo”.
O presidente chileno, o conservador Sebastián Piñera, que transcorreu toda a jornada na sua residência, se dirigiu na parte da tarde ao Palácio de La Moneda – sede do governo – para monitorar os incidentes, que obscureceram todo o dia transcorrido por horas em uma atmosfera muito festiva e familiar. Segundo os soldados, pelo menos 18 agentes ficaram feridos em diferentes partes da capital. Diferente das outras semanas, as forças de polícia foram retiradas durante a maior parte da jornada e começaram a agir quando os excessos começaram.
As manifestações pelo aniversário acontecem a uma semana do plebiscito para dar vida a uma nova Constituição. Constituição atualmente herdada da ditadura e vista como a origem da desigualdade que aflige o País. O plebiscito, que deveria ter acontecido em abril e foi remetido para outro período por causa da pandemia, procura diminuir a tensão em um País fortemente centralizado, que até o ano passado era considerado o mais estável da América Latina.
Continua a declaração do episcopado:
“Neste domingo, 25 de outubro, os cidadãos que querem justiça, probidade, superação das desigualdades e oportunidades para poder se levantar como país, não serão intimidados pelas ameaças de violência e estarão presentes para cumprir a sua responsabilidade cívica. Nas democracias nos exprimimos com o voto livre em consciência, mas sob a pressão do terror e da força. Peçamos a todos que contribuam, a partir da família, trabalho e espaços sociais, com uma reflexão que nos consinta de tomar distância suficiente da violência irracional e de aproximar-nos da amizade cívica”.
Fonte: https://www.iltimone.org/news-timone/cile-disordini-chiese-date-alle-fiamme/
terça-feira, 6 de outubro de 2020
“Dito isto, Jesus lapidou a adúltera”. Assim a China distorce o Evangelho
Leone Grotti
Nos livros de texto dedicados às escolas profissionalizantes, o Partido comunista distorceu o Evangelho fazendo Jesus realizar um homicídio
A inacreditável passagem do livro de texto destinado às escolas secundárias na China que distorce a famosa passagem do Evangelho de João.
“Quem de vós é sem pecado, atire a primeira pedra contra ela”. A resposta de Jesus, como descrito por João (8,1-11). Aos escribas e fariseus é uma das passagens mais famosas do Evangelho. Igualmente famoso é o final do episódio da adúltera: “Levantando-se então Jesus lhe disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?”. E ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. E Jesus lhe disse: “Nem eu te condeno; vá e de agora em diante não peque mais”. Ainda assim existe um país no mundo onde a narração do Evangelho não se conclui assim.
E JESUS LAPIDOU A ADÚLTERA
Como denunciado pela UcaNews, a história é distorcida em um livro de texto destinado às escolas secundárias na China. No subsídio publicado pela editora governativa da Universidade de ciência eletrônica e tecnologia, que tem o objetivo de ensinar nos institutos profissionais do Dragão “a lei e a ética profissional”, Jesus lapida a adúltera. Parece inacreditável, mas é exatamente assim.
Quando a multidão renuncia à intenção de punir a mulher, explica o “Evangelho com características chinesas”, Jesus lhe diz: “Também eu sou um pecador. Mas, se a lei pode ser praticada somente por homens sem mancha, a lei estaria morta”. E depois a mata.
“A IGREJA FAÇA CORRIGIR O LIVRO”
A passagem do texto, reproposto na página, foi publicada nas redes sociais chinesas por um católico. “Quero que todos saibam que o Partido comunista chinês sempre procurou distorcer a história da Igreja, de caluniar a nossa Igreja, e de fazer com que as pessoas odeiem a nossa Igreja”. Um docente cristão em uma escola profissional, Matthew Wang, confirmou o conteúdo do livro, explicando que pode mudar de província para província.
O objetivo de semelhante distorção é fazer passar a mensagem que todos devem obedecer à lei na China, a qual é encarnada no Partido comunista e pelas suas decisões, e que também os católicos devem fazê-lo, visto que até mesmo Jesus se submetia a ela. Kama, católico, espera que “as autoridades da Igreja se façam ouvir para que o livro seja corrigido”.
O regime não é novo em
intervenções assim tão clamorosas, não obstante esteja em tratativa para
renovar o
acordo chino-vaticano. No ano passado, por exemplo, a Editora para a
educação do povo tinha
impresso um livro de texto para as crianças do quinto ano
elementar, onde apagava qualquer referência a Deus, à Igreja e a Cristo em
obras como A pequena vendedora de
fósforos e A vida e as estranhas
surpreendentes aventuras de Robinson
Crusoé. O objetivo (até
agora jamais alcançado, por outro lado) é eliminar Deus para evitar que
o cristianismo se difunda e fique somente a fé no comunismo guiado por Xi Jinping.
Fonte: https://www.tempi.it/cina-vangelo-gesu-adultera-partito-comunista-regime/







