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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Contrariamente ao que disse um teólogo, não é suficiente a contrição com o propósito de confessar-se para receber a Sagrada Comunhão, mas é prescrita a Confissão.



Caro padre Angelo Bellon,

nestes dias, li uma afirmação que me intrigou. Eis a afirmação: “E se alguém possui uma culpa mortal e quer comungar, já o Concílio de Trento lhe dá a permissão, contanto que antes faça um ato de contrição perfeito com o propósito de confessar-se depois da Missa”.

Pedi, reservadamente, uma explicação e eis o que me responderam: “a passagem do Concílio de Trento se encontra na sessão XIV, c. 4 (Denz. 1677). Quanto ao mais, o princípio sobre o qual me baseio é tradicional na práxis eclesial, e o Senhor mesmo cita uma aplicação em referência ao sacerdote que deve dizer a Missa e se dá conta de estar em estado de pecado mortal. Se é perdoado sem confessar-se antes, ele, que consagra o corpo do Senhor, com maior razão poderá ser perdoado o fiel que se limita a receber o corpo do Senhor já consagrado. É verdade que é diferente o caso do sacerdote que deve dizer a Missa sem poder ser substituído, daquele fiel, que efetivamente pode receber a Comunhão em uma ocasião sucessiva. Todavia, a citada práxis não tem nada a ver com sacrilégio, contanto que o sujeito faça um ato de sincera contrição. De fato, Deus pode dar a graça também sem os sacramentos, se no sujeito existir sincero arrependimento”.

Ser-lhe-ia grato se pudesse enviar-me uma resposta esclarecedora sobre esta questão. O agradeço e desejo bom trabalho.


Caríssimo,

1. Sim, é verdade. O Concílio de Trento afirma que “a contrição pode ser tornada perfeita pela caridade e reconciliar assim o homem com Deus já antes que este sacramento seja realmente recebido. Todavia, esta reconciliação não deve ser atribuída à contrição em si mesma sem o propósito, inclusive nela, de receber o sacramento” (DS 1677). Por isto, é sempre justo e obrigatório arrepender-se em qualquer momento dos próprios pecados para poder ser reconciliado com Deus, tornar meritórias as nossas ações e não deixar-se surpreender pela morte repentina sem o devido arrependimento.

2. Todavia, para receber a Sagrada Comunhão, o mesmo Concílio de Trento diz que “o costume da Igreja declara que o exame é necessário, porque ninguém consciente de estar em pecado mortal, por mais que se ache arrependido, se aproxime da Sagrada Eucaristia antes da confissão sacramental” (DS 1647).

3. Portanto, o Concílio de Trento declara que para receber a Comunhão não é suficiente a contrição, por mais perfeita que seja, mas se exige a Confissão.

É totalmente o contrário do que disse aquele teólogo. Portanto, não é verdadeiro o que lhe escreveu:
 “Quanto ao mais, o princípio sobre o qual me baseio é tradicional na práxis da Igreja”. Não, a práxis da Igreja obriga a fazer o contrário. Ou melhor, obriga a fazer o que você sempre entendeu.

4. A propósito do costume da Igreja, eis o que diz Santo Tomás: “O costume da Igreja, que sempre e em tudo deve ser seguido, possui a máxima autoridade. Porque o próprio ensinamento dos Santos Doutores recebe a sua autoridade da Igreja. E, portanto se deve considerar mais a autoridade da Igreja que aquela de S. Agostinho, de S. Jerônimo, ou de qualquer outro doutor” (S. TOMÁS, Suma teológica, II-II,10,12). Y. Congar afirma que “os teólogos sempre consideraram a Praxis Ecclesiae como normativa quando é constante e implica uma tomada de posição referente à fé” (Y. CONGAR, La fede e la teologia, p. 161).

5. O Concílio de Trento depois de ter declarado o que foi mostrado anteriormente, acrescenta: “O Santo Sínodo estabelece que esta norma deve ser sempre observada por todos os cristãos, também pelos sacerdotes obrigados à celebração em razão do seu ofício, a menos que lhes falte um confessor. Se, por necessidade, o sacerdote celebrasse sem ter antes se confessado, se confesse o quanto antes” (DS 1647). Concede, portanto, uma exceção para os sacerdotes aos quais falte um confessor e tenham a urgência de celebrar. Diversamente se criaria um escândalo no povo.

6. Também o Catecismo da Igreja Católica afirma que “quem está consciente de ter cometido um pecado grave, deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão” (CIC 1385). E o Código de direito canônico: “Aquele que está consciente de estar em pecado grave, não celebre a Missa nem comungue o Corpo do Senhor sem a confissão sacramental, a não ser que exista uma razão grave (nisi adsit gravis ratio) e falte a oportunidade de confessar-se; nesse caso se recorde que deve fazer um ato de contrição perfeita, que inclua o propósito de confessar-se o quanto antes” (cân. 916).

7. Portanto, também para os fiéis que tenham cometido um pecado mortal não é suficiente a contrição, mas - como para o sacerdote – se requer as duas outras condições: o grave motivo de fazer a Comunhão e a falta de oportunidade de confessar-se.  No passado se dizia que deve existir a urgência de celebrar: urgeat. E para o sacerdote é exatamente assim porque se deixaria os fiéis sem a celebração da Missa. Em segundo lugar, além da gravis ratio deve faltar a possibilidade de confessar-se (deficiat opportunitas confitendi). Ordinariamente é difícil que falte a oportunidade de confessar-se. Com um pouco de boa vontade um sacerdote encontra, sobretudo quando se vive na cidade.

8. Enfim, não é verdadeiro que receber a Sagrada Comunhão somente com a contrição “não tem nada a ver com o sacrilégio.. De fato, Deus pode dar a graça também sem os sacramentos, se no sujeito existe o sincero arrependimento”. Porque se é verdade que Deus pode dar a graça também fora do sacramento, todavia o desprezo da lei da Igreja que pede de maneira tão forte de procurar a confissão sacramental não é algo de pouco valor. Também a desobediência à lei da Igreja em matéria grave é pecado grave e neste caso se trataria de sacrilégio.

9. Lamento, e muito, que em matéria tão grave com tanta pressa sejam feitas afirmações dizendo que é segundo a práxis da Igreja aquilo que a Igreja sempre condenou e ainda condena. Por isso, João Paulo II na encíclica sobre a Eucaristia disse: “Desejo, por conseguinte, reafirmar que vigora ainda e sempre há de vigorar na Igreja a norma do Concílio de Trento que concretiza a severa advertência do apóstolo Paulo, ao afirmar que, para uma digna recepção da Eucaristia, «se deve fazer antes a confissão dos pecados, quando alguém está consciente de pecado mortal»” (Ecclesia de Eucharistia 36).

10. A este ponto, João Paulo II refere-se em nota ao que disse o Concílio de Trento com referência a DS 1647 e em 1661. Já apresentei o que se lê em DS 1647. E eis agora o que se lê em DS 1661: “E para que um tão grande sacramento não seja recebido indignamente e, portanto, para a morte e a condenação, o mesmo santo sínodo estabelece e declara que aqueles que sabem que estão em pecado mortal, por mais que se achem contritos, devem se aproximar antes (necessário praemittenda esse) ao sacramento da penitência, se existe a oportunidade de confessar-se (habita copia confessarii). Se alguém acredita poder ensinar, pregar ou afirmar de modo pertinaz o contrário, ou também defendê-lo em públicas discussões, seja por isto mesmo excomungado” (DS 1661).
Agradeço-te pela confiança, recordo-te ao Senhor e abençoo-te.

Padre Angelo

Fonte:
https://www.amicidomenicani.it/contrariamente-a-quanto-avrebbe-detto-un-teologo-non-e-sufficiente-la-contrizione-col-proposito-di-confessarsi-per-fare-la-santa-comunione-ma-e-prescritta-la-confessione/

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Em debate: "VOLTO JÁ" (Veja)





Em síntese: A revista VEJA publicou uma reportagem que incute a tese da reencarnação e a da comunicação com os mortos. O presente artigo refuta estas concepções, evidenciando que a tese da reencarnação é gratuita ou destituída de comprovantes. A parapsicologia explica os fenômenos ESPÍRITAS como sendo expressões do psiquismo humano e dispensa as teorias kardecistas.

*   *   *

A revista VEJA, edição de 11/05/05, pp. 112-120 publicou uma reportagem ("Volto já") que, mediante ponderações diversas e depoimentos de cantores e artistas, incute a tese da reencarnação. Visto que tais páginas impressionam muitos leitores, vamos, a seguir, deter-nos sobre reencarnação e comunicação com os mortos.

1. REENCARNAÇÃO: POR QUÊ?

Analisaremos os principais argumentos que vêm ao caso no debate sobre a reencarnação.

1) Que fiz eu para estar reencarnado(a)?

A maior dificuldade com que se depara a tese da reencarnação, é a falta de provas positivas que a apóiem; em estado psíquico normal não há quem tenha consciência de já haver existido no corpo em uma pré-vida. Ora, para quem ignora o motivo pelo qual está destinado a se purificar neste mundo (ou pelo qual se reencarnou), vã é a sanção ou a reencarnação. Se o homem desconhece a que altura do seu roteiro espiritual se acha, não se pode orientar para o futuro, aproveitando da "chance" que lhe é dada em cada reencarnação. A sanção só se torna medicinal para quem sabe por que lhe é infligida.

2) Os relatos de "vida pregressa"

Eis, porém, que certos fenômenos ocorridos em transe hipnótico parecem fornecer provas de encarnações anteriores. Famoso entre todos se tornou o caso de Bridey Murphy nos Estados Unidos da América do Norte. - Ora as pesquisas sobre tais casos levam a dizer que se trata de fenômenos psicológicos assim explicáveis: habitualmente o homem tem consciente apenas uma oitava parte dos conhecimentos que possui, ficando-lhe os sete oitavos restantes na subconsciência, como que ignorados. Contudo, por efeito de um choque psicológico forte, as noções latentes lhe podem aflorar à mente e combinar-se de múltiplas maneiras, dando ocasião a que o indivíduo fale e proceda como se houvesse mudado de personalidade. É o que se verifica, por exemplo, quando alguém é colocado em estado de transe: um hipnotizador que possua domínio sobre o seu paciente, pode sugerir-lhe experimente as situações mais estranhas e ridículas; o hipnotizado sentirá então sucessivamente calor e frio com os sintomas típicos destas situações; fará convictamente as vezes de soldado, de General e de Rei, de ricaço e de mendigo, de acordo com os pormenores que o operador lhe quiser insuflar; retrocederá no tempo, comportando-se como criança, tomando voz infantil, mostrando-se tagarela e caprichoso; tentará engatinhar, escreverá com letra de aprendiz de escola primária. E, se o hipnotizador insistir, conseguirá que o seu paciente "ultrapasse o limite da vida presente", contando episódios de uma existência anterior à atual, episódios que, uma vez devidamente analisados, se evidenciam como fatos ocorridos ao hipnotizado na vida atual; mas diversamente associados e reproduzidos pela fantasia (foi, aliás, o que se deu com Bridey Murphy)... Da mesma forma, o operador poderá fazer que o paciente antecipe o futuro ou a velhice, tornando a voz rouca, trêmula de um ancião. O caráter puramente imaginário desta última experiência já seria suficiente para que não se atribuísse às demonstrações anteriores a índole de revelações históricas fidedignas.

3) A desigualdade de sortes

Independentemente dos fenômenos psicológicos debatidos, a tese da reencarnação a muitos parece impor-se por ser a única solução do problema da desigualdade de sortes que afetam os homens. Esta só se explicaria sem que Deus fosse acusado de injustiça, se os espíritos, a princípio todos iguais, se diferenciaram uns dos outros por seu livre arbítrio em encarnações sucessivas.
Inconsistente, porém, se mostra esta argumentação, desde que se observe o seguinte:

a)  Deus, criando liberalmente como criou, não tinha obrigação de fazer todas as criaturas humanas iguais. As criaturas não racionais que cercam o homem, longe de apresentar monotonia ou uniformidade, falam-nos de maravilhosa variedade de perfeições espalhadas em escala muito matizada; não há sequer duas folhas ou duas flores absolutamente iguais uma à outra. Assim também Deus quis fazer os homens, cada qual dotado de sua individualidade própria, faceta única da infinita Perfeição Divina;

b)  o Criador, além de constituir os homens em sua individualidade singular, dotou-os de livre arbítrio, faculdade mediante a qual cada um abraça consciente e voluntariamente o seu Fim Supremo. Havendo dado esta prerrogativa para a maior glória do homem (que assim ultrapassa a condição de máquina), o Criador não a deforma nem mutila. Acontece, porém, que, usando de tal prerrogativa, os indivíduos podem seguir vias erradas. Ora isto lhes acarreta detrimento de ordem não somente moral, mas também física, pois o pecado não apenas ofende a Deus, mas fere a própria natureza humana, desregrando-a e provocando sanção da parte desta. - Pois bem; já que o primeiro homem, Adão, pecou na qualidade de Pai do gênero humano, entende-se que todo filho de Adão, herdando a sua natureza, herde também a miséria física e a desordem moral.

São estes dois fatores que explicam que, sem ter vivido anteriormente na carne, todo homem nasça nesta terra com suas características próprias (possuindo qualidades e também deficiências que seus vizinhos não têm na mesma proporção; toda criatura, pelo fato mesmo de ser criatura, é falível e deficiente),... nasça também sujeito ao sofrimento e à dor.

É certo, porém, que no juízo final Deus levará em conta as possibilidades e o grau de responsabilidade de cada um, longe de aplicar a todos o mesmo critério. Além disto, o Senhor dá a todos os homens, absolutamente a todos, os meios necessários para que cada qual, dentro da sua capacidade, volte ao Criador e consiga a felicidade eterna. O testemunho mais eloqüente dessa benevolência divina é a figura de Cristo crucificado em favor de todo o gênero humano; essa imagem atesta quanto o Salvador leva a sério a sorte eterna dos homens. O sofrimento e a morte entraram no mundo em conseqüência do pecado, ou seja, do abuso que o homem fez da sua liberdade. Sobre este fundo, porém, o Criador se evidencia justo e, mais ainda, misericordioso. A fim de reivindicar estes atributos de Deus, não é preciso abandonar a doutrina cristã da ressurreição da carne para seguir a tese da reencarnação; muito ao contrário... De resto, note-se que o sofrimento não é enigma nem espantalho para o cristão depois que o Filho de Deus se fez homem e o abraçou; vem a ser instrumento de purificação e redenção para o discípulo que abrace generosamente a sua cruz com Cristo.

4) Fenômenos psicológicos

Os demais fenômenos tidos como provas da reencarnação (o "já visto", os gênios, a memória extraordinária...) são facilmente explicado pela parapsicologia como expressões do psiquismo humano.

5) O conceito de inferno...

- Muitas vezes a má compreensão do que seja o inferno, leva a rejeitá-lo em favor do reencarnacionismo. Na verdade, o inferno não é tanque de enxofre fumegante atiçado por diabos munidos de tridentes, mas é um estado de alma, no qual o indivíduo se projeta por dizer Não a Deus: após a morte a pessoa que morre consciente e voluntariamente avessa a Deus, é respeitada em sua opção, mas não pode deixar de reconhecer que Deus é o Sumo Bem... e o Sumo Bem que continua a amá-la irreversivelmente. É o fato de que Deus ama uma vez por todas, mas foi conscientemente preterido em favor de bagatelas, que causa o tormento do réprobo. Se Deus desviasse do réprobo o seu amor, ele não sofreria o inferno; mas Deus não pode deixar de amar, porque Ele não se pode contradizer. É precisamente nisto que está o princípio do inferno. Vê-se assim que o inferno, longe de contradizer ao amor de Deus, decorre, de certo modo, da grandeza divina desse amor.

6) O homem seu próprio salvador

Mediante sucessivas existências na carne, o indivíduo mesmo se aperfeiçoa por seus esforços. Ao contrário, o bom senso e a fé mostram que o homem é, por si só, incapaz de se libertar do pecado e necessita da graça de Deus para se salvar. Somente numa perspectiva panteísta é que se pode admitir a auto-salvação do homem (pois no caso ele é parcela da Divindade); contudo numa perspectiva monoteísta, segundo a qual Deus é distinto do mundo e do homem, é lógico que o homem, limitado e falho como é, necessita de Deus para se auto-realizar plenamente.

7) Reencarnacionistas hesitam

Mesmo entre os reencarnacionistas há divergências: alguns dizem que a reencarnação é lei geral, ao passo que outros a admitem apenas para os espíritos mais atrasados ou para os perfeitos, que têm de cumprir alguma missão na Terra. Uns sustentam que o ser humano se reencarna sempre no mesmo sexo, enquanto outros professam variação alternativa de sexo. Uns ensinam que a reencarnação se faz apenas na Terra, enquanto outros admitem que ocorra também em outros planetas. Uns pensam que a reencarnação se dá pouco depois da morte, outros afirmam um intervalo de mil e quinhentos anos precisamente. Uns julgam que a reencarnação é não só progressiva, mas também regressiva, de modo que o indivíduo pode voltar à Terra num corpo animal ou vegetal; outros, ao contrário, dizem que a reencarnação não pode ser regressiva, mas, na pior das hipóteses, é estacionária por algum tempo... É que, na verdade, ninguém sabe o que foi em "encarnação anterior".

2. COMUNICAÇÃO COM O ALÉM

A Parapsicologia mostra que as ditas "mensagens do Além" não são mais do que projeções do médium ou da pessoa perceptiva. Não há "telefone" entre a Terra e o Além. Por isto a sã razão e a fé não aceitam a comunicação com os mortos, como a concebe o Espiritismo. Aliás, a S. Escritura a proíbe por ser uma crendice, que desvia da reta fé; ver Dt 18, 10-12:

"Em teu meio não haja ninguém... que faça presságio, adivinhação ou magia ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos ou ainda que invoque os mortos, pois quem pratica tais coisas é abominável ao Senhor".

Os ESPÍRITAS insistem em dizer que a Igreja Católica está revendo sua posição e já reconhece a legitimidade da evocação dos mortos "desde que esteja vinculada a uma ética adequada de uma postura positiva dentro da construção de valores espirituais para com os interesses da religião". Tal notícia carece de fundamento. Quando o Papa diz que "o diálogo com os mortos não deve ser interrompido, porque, na realidade, a vida não se encerra nos horizontes deste mundo", refere-se à comunhão dos Santos; na verdade, a morte não interrompe a solidariedade existente entre os fiéis; no Além as almas dos que deixaram este mundo continuam vivas e conscientes, interessadas em nos ajudar, por suas preces, a chegar à Casa do Pai; podemos pedir aos Santos que intercedam por nós; Deus (e não os meios eletrônicos) lhes dá a conhecer as nossas preces.

O Senhor também pode permitir que algum(a) Santo(a) apareça na Terra a fim de admoestar o mundo à oração e à conversão; todavia não podemos provocar essas aparições; são esporádicas (como as de Lourdes e Fátima) e não pertencem ao patrimônio da fé.

Ver ulteriores considerações em PR 491/2003, pp. 196ss (reencarnação) 398/1994, pp. 494ss (reencarnação) 470/2001, pp. 295ss (comunicação com o Além) 460/2000, pp. 306ss (idem).

Dom Estêvão Bettencourt

Ver também:

Fonte: