Theresa May instituiu um
ministério para a prevenção do suicídio pensando que a causa seja a
discriminação. A mesma pela qual se defende o direito a fazer, professar e ser
o que se quer, independentemente da realidade dos fatos. Ainda assim são muitos
os sinais que dizem que a felicidade se encontra na aceitação do limite, o mais
evidente está na “pobre” Nigéria que, porém, escreve o The Guardian, “encontra
esperança em Cristo”.
Antes mesmo de perguntar-se o porquê
de um surto de suicídios crescente, o Reino Unido de Theresa May decidiu de
instituir um ministério para a prevenção do suicídio dirigido por Jackie
Doyle-Price. O número inglês das pessoas que retiram a própria vida a
cada ano é de fato imenso (4.500), com uma onda nos últimos cinco anos entre os
adolescentes de 15 a 19 anos devido principalmente à
alienação da tecnologia que agravou a fragilidade deles.
Explicando que existirá um
plano de prevenção também nas escolas e entre os menores, a May não
especificou qual seja a causa principal da praga, mesmo se pelo nome dado ao
departamento, “Ministério da Saúde Mental, das Desigualdades e da Prevenção ao
Suicídio” se pode perceber a tendência do governo em pensar qual seja a culpa
do desespero crescente. A campanha moderna contra as desigualdades nasce de
fato da reinvindicação dos direitos em base ao sexo de pertença que hoje foi
declinado no direito a fazer, professar e ser o que se quer, independentemente
da realidade dos fatos. Pelo qual hoje nas escolas inglesas, desde a infância,
se ensinam os ditos “direitos Lgbt”, é proibido o uso de pronomes masculinos e
femininos, abrindo banheiros gender free e deixando espaço a todo
credo e religião mesmo se não se trate da “cristã” que se opõe a tudo isto. Poderia,
portanto, se pensar que os planos de prevenção ao suicídio seja um reforço
ulterior destas políticas nascidas da ideia que o limite seja a fonte de
frustração e que por isso deve ser eliminado.
Ainda assim um mínimo de
lógica deveria pelo menos levar a classe dirigente a perguntar-se porque
quando a sociedade respeitava mais os vínculos naturais e os deveres sociais, o
índice dos suicídios era muito menor. Levando em conta que quando tudo isto foi
disseminado a solidariedade decaiu e a Inglaterra dos caprichos do arco-iris,
da fecundação artificial em todos os molhos, da contracepção, do aborto maciço,
das mães individuais e do “islamicamente correto” se tornou o
primeiro país Europeu na classificação daqueles entre os quais o
individualismo, ao qual se ligam “a
ânsia e a infelicidade”, é mais difuso. Não por acaso uma pesquisa da Northwestern
University de Evanston (Illinois) mostra quanto a
depressão seja um fenômeno ocidental, praticamente desconhecido nas
sociedades talvez menos desenvolvidas, mas que vivem uma solidariedade interna
maior.
Existe depois outro dado do
qual a Grã Bretanha colocou em prática, mas que parece não saber ler
nem ligar ao problema dos suicídios. Foi o Time mesmo
a dar-nos destaque no início do mês, falando do estudo publicado no Journal
Healt Psychology que liga a depressão e a doença física ao incremento
da solidão, enquanto o matrimônio obtém o efeito oposto. As pesquisas, feitas
com 19 mil pessoas casadas, falam também do “para sempre” como da salvaguarda
de “identidade significativa e de uma razão pela qual viver”. Mas, sobretudo
emerge que a relação entre cônjuges gera maior bem estar e felicidade que
aquela entre amigos. Por isso, esclareceram os pesquisadores, “pensamos que
exista algo de mais específico na relação conjugal em relação a outras relações
sociais”.
Ainda assim, não obstante
todos estes sinais do fato que é a ausência de vínculos a gerar angústia
(não a presença deles), chamando à necessidade de retornar a uma ordem natural
a qual obedecer, a Inglaterra pensa que pode resolver a difusão dos suicídios
com as políticas de inclusão. Aquelas mesmas que têm profundamente a que ver
com a solidão no conceber a própria pessoa como uma fonte de direitos absolutos
separada de qualquer dever, responsabilidade e realização humana a qual
responder (veja a contracepção, o aborto, a mudança de sexo maciço entre os
jovens ingleses etc..)
Mas a verdadeira resposta à
crise, da qual depois nasce a aceitação dos limites e de
relacionamentos duradouros, a deu exatamente o quotidiano progressista The
Guardian, que em julho foi
a Nigéria, descobrindo que um dos países mais miseráveis e “desventurado” do
mundo é também o mais feliz. O enviado entrevistou quarenta pessoas das mais
miseráveis, descobrindo que somente uma delas tinha problemas de depressão e encontrando-as
chocadas ao se sentirem interrogadas: “Já pensou alguma vez em suicídio?”
porque entre esta gente a ideia que não valha a pena viver não é nem
distantemente contemplada. Nem mesmo
quando o sofrimento é dos piores, enquanto bastam também leves frustrações para
levar o homem ocidental a encher-se de antidepressivos, droga ou, por que não,
a pensar na eutanásia.
Assim, diante da pergunta
sobre suicídio, um pobre nigeriano se sente também ofendido. “Por quê?”, se
perguntou o enviado habituado a uma difusa propensão a este pensamento entre os
europeus? A responder-lhe sem arrodeio deslocando uma mente “avançada” foi um
motorista desempregado há muito tempo: “O sofrimento às vezes é até mesmo bom.
Cristo disse que neste mundo existiria o sofrimento... se vivêssemos em um mundo
sem sofrimento, seria anormal”. No artigo se faz perceber que a fé não tem o
mesmo efeito sobre os que creem na Inglaterra cujo estilo de vida, obsessivo
pela estabilidade, pela segurança e pelo controle (influenciado pela
mentalidade mundana) não se diferencia tanto daquele dos ateus do próprio país.
Pelo contrário, os nigerianos,
distantes do racionalismo materialista, aceitam o sofrimento como parte da
vida, na certeza de que exista “o além – a continuação da vida que dá sentido à
vida”, explica o enviado. “Se realmente a vida continua, então esta é uma fase
– esta falta, esta doença, esta privação... Mas se a vida termina aqui, se
todos os caros que morreram de fato desapareceram para sempre, se não será
feita justiça para todos os erros que sofri neste mundo, então como pode
realizar-se a felicidade?”. Um paliativo, um ópio, se poderia afirmar. Será,
mas por que então não existe nada mais, nenhum curso de yoga, filosofia ou
antidepressivo, capaz de debelar a depressão, o stress e a infelicidade sem dever
censurar nada da realidade (nem mesmo o sofrimento)?
Fonte:
http://www.lanuovabq.it/it/il-ministero-inglese-anti-suicidi-e-la-felicita-nigeriana 
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